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Resenha | A Garota Silenciosa, de Tess Gerritsen [por Nadja Moreno]

Título: A Garota Silenciosa
Série: Rizzoli & Isles Vol. 9
Autora: Tess Gerritsen
Editora: Record
Páginas: 368
Skoob
Avaliação: 

Uma mão ensanguentada é descoberta em um beco na Chinatown de Boston. Agora a detetive Jane Rizzoli, sua equipe e a patologista Maura Isles precisam localizar o restante do corpo – e identificar o cruel assassino. Mas a investigação toma rumos inesperados quando dois pelos de origem não identificada são encontrados junto ao cadáver. A dupla Rizzoli e Isles se vê diante de um novo desafio e alguém — ou algo — põe em xeque tudo em que acreditam.

Instigante e curioso. Esta é a minha definição para A Garota Silenciosa. Ainda não conhecia a autora, mas já tinha lido muita coisa positiva sobre ela, e entendi os porquês através desta leitura. Tess escreve com uma maturidade enorme, fazendo com que o leitor se infiltre na trama e a vivencie. Tudo se torna absolutamente plausível, sério, bem descrito. Real. Mesmo que tenhamos vislumbres de lendas chinesas durante a leitura, o contexto e a ambientação chega a nos enganar e acreditamos no improvável.

Uma tragédia do passado, uma chacina seguida de suicídio é o pano de fundo que junta todos os elementos que envolvem este trama policial. Investigação daquelas que não nos deixa soltar o livro. Suspeitos e vítimas surgem de todos os lados e trocam de papel a cada página. A história me fez desconfiar de todos e acreditar em todos de forma simultânea. Há um 'quê' de suspense e mistério que envolve tudo e que deixa a história ainda mais instigante.

Os personagens são bem criados, a maioria com personalidade bastante forte. A detetive Rizzoli e a patologista Isles são as personagens que acompanham a autora ao longo da série Rizzoli e Isles, agora composta por nove livros. Não há necessidade de ler os demais ou na sequência para entender este. Cada livro é uma investigação e uma história diferente. Desta forma não nos é apresentado neste livro os detalhes destas personagens, porém ao longo da história conseguimos entender quem são, onde vivem e o que fazem além da carreira. Assim como a história, os personagens são muito reais. Acredito que em outros livros da série, os detalhes dos demais personagens que as acompanham devem ser mais específicos. 

O desdobramento de tudo é muito bem feito, sem fios soltos e nem um pouco forçado. Tudo se encaixa muito bem e o quebra-cabeças vai sendo montado e a verdade surge aos poucos. Há pouca atenção ao romance, embora exista. Não é este o foco e, em minha opinião, não fez a menor falta.

Em suma, é um livro excelente, inteligente e perspicaz. Leitura obrigatória!

Este livro foi cedido pela editora para esta resenha.


[Novidades Literárias] Lançamentos Editora Record

Olá leitores do Escrev'Arte!!!

Gente, estas editoras nos matam! Vejam só o que tem de lançamento na Editora Record!!!! São os lançamentos do mês de Abril, que fiquei devendo para vocês, e os deste mês de Maio. Sinceramente eu não sei o que ler primeiro, de verdade... É tanta coisa boa que a gente se perde!!! Vejam só:

Se você clicar na capa, vai ser redirecionado para a página do livro no site da Editora ou no Skoob, ok? :)

               

             
           
             
            
             
                                          

Fala se não é de enlouquecer!!! Em breve, resenha de alguns destes títulos aqui para você!

Beijos e boas leituras sempre! ;)





























Resenha | Drácula Apaixonado, de Karen Essex [por Rê Souza]

Título: Drácula Apaixonado
Autora: Karen Essex
Editora: Record
Páginas: 392
Skoob
Avaliação: 
O ano é 1980, e a jovem professora Mina Murray está comprometida com o homem dos seus sonhos. Mas seus frequentes pesadelos estão prestes a revelar algo que há séculos atormenta sua alma: ela é objeto de desejo do intrigante conde Drácula. Quando o noivo parte em uma viagem a trabalho, ela decide passar um tempo em Witby com sua querida amiga Lucy e a mãe dela. Mas então coisas terríveis acontecem, e Mina é levada em uma viagem mítica muito além da compreensão humana, na qual se vê obrigada a tomar uma decisão adiada por quase um milênio.
Drácula Apaixonado é um misto de terror, romance e erotismo, onde Karen de maneira magistral vira de cabeça para baixo o Clássico Drácula de Bram Stoker, e à sua maneira consegue fazer com que a essência seja tão perfeita e tocante quanto.

Os nomes fictícios são quase todos do Clássico Drácula, exceto o personagem Morris Quince, que antes era Quincey P. Morris um típico caubói norte-americano, e o Dr. Von Helsinger que antes de Amsterdã, nesse da Alemanha.

Mina quando criança, era diferente de outras crianças, ouvia vozes, conversava com os animais e espíritos, tornando-a indesejada para sua família e após a morte de seu pai a qual era culpada constantemente pela mãe, foi deixada em uma escola só para meninas, onde adulta se tornara professora.

Mina com crises de sonambulismo, começa a viver em mundos paralelos, o do seu dia a dia e no mundo de seus sonhos com um charmoso cavalheiro, Drácula, que a décadas busca por sua alma gêmea.

A narrativa é deliciosa e fluída, a autora aborda a sensualidade e o erotismo de maneira romântica, onde os encontros de Mina com o Conde, vão revelando a ela sua verdadeira identidade.

Ao contrário do Drácula de Bram Stoker, esse Drácula é amável e apaixonado, sempre gentil e protetor.

A parte mais terrível e assustadora da trama, se passa no hospício do Dr John Seward que junto do Dr Von Helsinger fazem experiências de transfusão de sangue em suas pacientes, levando-as a óbito. 

Jonathan Harker, noivo de Mina, em uma viagem à negócios, se torna vítima de um plano do conde para forçar Mina de maneira sutil a fazer sua escolha, mas o destino consegue colocar "quase" um ponto final nessa estória de amor gótico que se arrasta pelo tempo.

A estória é apaixonante, cheia de surpresas e revelações, nela o leitor vive dois momentos ao extremo, o mundo conservador e puritano da época, e o mundo libertino, sensual e erótico do conde...

No final, podemos deduzir que haverá uma possível continuação. E espero que venha logo...
  
Envolvente e apaixonante. Recomendo!



Resenha | O Fortim, de F. Paul Wilson [por Rê Souza]

Título: O Fortim
Autor: F. Paul Wilson
Editora: Record
Páginas: 355
Skoob
Avaliação: 
Quando um esquadrão de elite da SS alemã é enviado para solucionar as mortes de soldados de um destacamento do exército alocado num pequeno forte situado nos alpes da Transilvânia, seus homens descobrem algo terrível. Invisível e silencioso, o inimigo escolhe uma vítima por noite, deixando cadáveres mutilados e aterrorizando suas futuras vítimas. Apavorados, os nazistas desconhecem o terror que despertaram quando se estabeleceram no fortim. Assim começa o primeiro volume da série Ciclo do Inimigo, composta pelos livros O fortim, O sepulcro, O toque mágico, Renascido, Represália e Nightworld. F. Paul Wilson utilizou os recursos que o tornaram um dos melhores criadores de thrillers de terror e suspense – narrativa tensa, ambientes sombrios e personagens enigmáticos – para criar a saga de dois inimigos imortais que se enfrentam desde tempos imemoriais.
A narrativa do livro se desenrola durante a Segunda Guerra Mundial, onde dois comandantes alemães Klaus Woermann e Kaenpffer com ideologias diferentes tentam solucionar  as trágicas mortes que estão ocorrendo dentro de um Fortim, no Passo Dinu-Romênia .

Depois que dois soldados alemães levados pela ganância libertam uma criatura da época da Antiguidade, mortes terríveis e brutais vão acontecendo uma por noite, deixando os soldados e seus comandantes aterrorizados.

A história gira toda em torno do Fortim e no vilarejo próximo. A descrição do local chega a ser assustadora, principalmente à noite quando antes da criatura atacar as luzes vão se apagando lentamente, a névoa, os corpos, tudo se torna muito real e assustador. Fica uma sensação de assombro, e confesso que é tão estimulante saber o que está por vir, que não se consegue parar de ler. Mesmo tensa, eu queria ir adiante.

Em certos momentos da leitura eu pensei que realmente se tratava de um vampiro, mas depois quase chegando ao fim descobri o que realmente era aquela criatura (vocês vão ter que ler para descobrir ).

Um livro que devo dizer, me surpreendeu, pois no início nos leva a achar que já sabemos do que se trata a história, mas no decorrer da leitura tudo vai mudando e se encaixando de maneira diferente, e assim,  nos leva a mudar  o raciocínio. E vamos descobrindo que atrocidades cometidas durante séculos na história vão tendo ligações com essa criatura, que participou ativamente de tudo, como o Armagedom,  participou assiduamente ao lado de Vlad o Empalador, disseminou a Peste Negra no século XIV. 

Temos também, o desenrolar de um romance em meio ao terror, de um forasteiro misterioso que chega à cidade, com a filha do historiador que foram trazidos pelos alemães contra a vontade deles para decifrar livros antigos, e esses novos personagens se tornam elos importantes no decorrer da história.

Mas não se assustem, não é um romance meloso, água com açúcar não. Magda, seu pai e Glenn, vão ajudar a dar um ar de mistério e suspense durante a leitura.

Quotes:

"... sabia que estava morto. E contendo... não, não era um morto.
Lembrava-se com clareza de sua morte. Fora estrangulado com deliberado lentidão ali na caverna embaixo do porão nas trevas iluminadas apenas pela fraca luminosidade de sua lanterna caída no chão. Dedos gelados com incalculável força tinham apertado sua garganta,cortando-lhe o ar até que seu sangue lhe explodisse nos ouvidos e ele fosse envolvido pela escuridão..."
" O tempo perdera todo o significado. Exceto quanto à visão,não tinha qualquer comando sobre seu corpo..."

 Uma luta entre o Bem e o Mal , de tirar o fôlego !!! Terrível. Misterioso. Assustador.

Recomendo!!!



Resenha | Quem sabe um Dia, de Lauren Graham [por Nadja Moreno]

Título: Quem Sabe um Dia
Autora: Lauren Graham
Editora: Record
Páginas: 365
Skoob
Avaliação: 
Franny Banks é uma atriz lutando em Nova York, com apenas seis meses para o prazo de três anos que deu a si mesma para ser bem sucedida. Mas até agora, tudo o que ela tem para mostrar por seus esforços é uma única linha em um anúncio de camisolas feias de Natal e um emprego de garçonete degradante. Ela vive no Brooklyn, com duas companheiras de quarto, Jane - sua melhor amiga de faculdade, e Dan, um escritor de ficção-científica, que é muito, definitivamente não namorável. E está lutando por seus sentimentos por um cara suspeitamente charmoso de sua aula de atuação, tudo isso enquanto tenta encontrar um shampoo para seus cabelos que realmente funcione. Enquanto isso, ela sonha em fazer um trabalho "importante", mas parece que ela só consegue audições para propagandas de detergente líquido e comerciais de manteiga de amendoim. É díficil dizer o que vai acontecer primeiro: ela vai ficar sem tempo ou sem dinheiro, mas de qualquer forma, o fracasso significaria enfrentar o fato de que ela não tem absolutamente nenhum habilidade para sobreviver no mundo real. Seu pai quer que ela volte para casa e vire professora, seu agente não vai chamá-la de volta, e sua colega de aulas, Penelope, que parece incentivadora, pode só tornar a competição ainda mais difícil. Quem Sabe Um Dia é uma estreia engraçada e encantadora sobre encontrar a si mesmo, um amor e o mais difícil de tudo, encontrar um trabalho como atriz.

Depois de terminar a leitura custei a acreditar que este é o livro de lançamento de Lauren Graham. Sua escrita é fluída, fácil e prazerosa. Li o livro todo em algumas horas, sem soltar dele um só minuto. 

Franny é uma jovem que foi para Nova York em busca de uma chance como atriz. O livro todo conta suas aventuras e desventuras nesta guerra que é a vida real, em especial a vida real de quem busca um lugar, uma chance, uma oportunidade única que vai fazer tudo mudar.

Gostei muito de viver os bastidores do Show Biz através das páginas de Quem Sabe um Dia. Como Lauren é atriz, ela consegue mostrar em seu livro a realidade deste mundo fascinante de uma forma clara e até divertida. As coisas não são fáceis, mas são reais, acontecem e, bom, como o próprio nome diz, todos que tentam uma chance confiam no "'quem sabe um dia' o sucesso bate à minha porta"! 

Em alguns diálogos há uma discussão sobre a encenação, a vida real, o fingimento e a autenticidade. Achei magnífico e inteligente. Para mim, todos os artistas deveriam ler este livro. Aposto que tirariam muitas lições desenhadas nas entrelinhas.

Além desta vertente artística do livro, encontramos ao longo de suas páginas muitas lições de esperança, de batalha, de determinação e força de vontade. Mostra que muitas vezes erramos nas escolhas, mas em tantas outras fazemos escolhas acertadas que dão uma guinada no caminho. A história também traz romance e amizade. Questões do coração perpassam todas as suas páginas e, assim como o tema principal, mostra que nem tudo é o que parece, e que a vida amorosa que se espera pode estar logo ali... você é que não abriu os olhos ainda. ;)

Os personagens são cativantes. Ficaria em dúvida enorme caso me perguntassem de quem gostei mais. Gostei até mesmo dos pseudo-bandidos - pseudo porque na verdade não há um só personagem mau, somente personagens que poderiam ser reais. 

O pai de Franny é hilário. Daqueles avoados, dispersos, mas que captam tudo no ar e acabam dizendo a coisa certa. Suas aparições na história sempre me fizeram rir. Os amigos de quarto de Franny também são ótimos, com destaque para Dan. Tinha uma visão dele no início que mudou como água para vinho do meio para o final. Fiquei em cima do muro sobre sentimentos somente com 'Penny de Palma' (personagem que muda de nome no meio da trama e achei engraçado, porque me lembrei de muitos artistas conhecidos nossos que fizeram o mesmo, deve ser normal no mundo das artes, não é?), eu definitivamente não sei se ela é fútil e desnecessária, ou se é muito esperta e dança conforme a música... Realmente não me decidi. 

O final é muito bom. Eu particularmente adoro quando não é tudo dito e declarado, como se o leitor precisasse de detalhes para depreender o que está escrito... Lauren não diz, mas conta tudo. Terminei a leitura com um sorriso nos lábios.

A diagramação é ótima, não encontrei erros em suas páginas amareladas e fiquei apaixonada pelas amostras da agenda de Franny que aparecem vez ou outra. Ficava um bom tempo olhando e absorvendo cada detalhe escrito ou rabiscado por ela, e tentando enxergar como ela se sentia e o que pensava naquele momento. A perspectiva de ver a agenda de alguém é interessante, a sensação que traz é de proximidade. Ideia brilhante.

Altamente recomendado!

Este livro foi gentilmente cedido pela Editora Record para esta resenha.

Resenha | Austenlândia, de Shannon Hale [por Rê Souza]

Título: Austenlândia
Autora: Shannon Hale
Editora: Record
Páginas: 240
Avaliação: 

Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e... a companhia de belos cavalheiros. 

Olá Pessoal!!

Fazia tempo que não lia algo tão engraçado e romântico ao mesmo tempo como Austenlândia!!

Jane Hayes, tinha uma obsessão pelo personagem Dr. Darcy do romance Orgulho e Preconceito de Jane Austen, só que isso era um segredo só dela. Até o dia em que sua tia-avó Carolyn foi visitá-la junto da sua mãe Shirley e a doce e astuta velhinha descobre seu segredo.

Devido a esta obsessão pelo Dr Darcy, a vida sentimental de Jane é um verdadeiro desastre, sempre vivendo em um mundo de sonhos, buscando em cada namorado esse romântico personagem. Quando Carolyn morre, deixa para Jane como herança uma viagem de três semanas para a Inglaterra em um lugar chamado Pembrook Park, a "Austenlândia", onde tudo é fantasia. Lá, Jane se transforma em uma senhorita do século XIX, com figurinos e cavalheiros dignos do século.

A narrativa é deliciosa, muito divertida, teve momentos que precisei parar de ler para rir, - isso mesmo - interrompi a leitura para poder rir. Jane é hilária, romântica e sonhadora, tudo ao mesmo tempo.

A autora trabalhou bem os personagens. Não achei nenhum ponto negativo na estória, gostei da escrita da autora: leve, irreverente e apaixonante.

E o final foi perfeito e maravilhoso, no último instante que pensei que tudo tinha sido em vão, a autora nos apresenta um final surpreendente.

Romântico e irreverente!! Recomendo!!  


Resenha | Fallen, de Lauren Kate [por Louisiane]

Título: Fallen
Autora: Lauren Kate
Editora: Galera Record
Páginas: 401
Skoob
Avaliação: 
Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no internato. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder... mesmo que isso a aproxime da morte.
Olá pessoal, tudo bem?

Bom, quando conheci os livros Fallen, a primeira coisa que me chamou a atenção foram as capas. Aquelas moças com aqueles vestidos esplendorosos, achei lindo. Comecei a ler e olha, o primeiro livro me decepcionou bastante mas não desanimem porque nas próximas resenhas a coisa começa a melhorar.

No começo  conhecemos Lucinda Price, uma garota não muito comum pois vê sombras, por acharem que a menina é louca seus pais a internam na Sword & Cross, uma escola que praticamente é um internato. E lá Luce conhece Daniel, um jovem lindo e misterioso que parece evitar Luce a todo custo. Ela simplesmente não entende o comportamento de Daniel e ainda tem a impressão de que já o conhece de algum lugar. Realmente o mistério que paira em torno de todo o  livro é qual a ligação entre Luce e Daniel porque alguma coisa ali tem. E foi exatamente isso que eu queria saber mesmo desanimada com alguns diálogos e cenas.

Lauren Kate não soube apresentar muito bem os personagens neste livro como Ariane, Cam, Gabbe e Molly, personagens que mais para frente são importantíssimos na estória. Basicamente ela os descreveu fisicamente e só. Eu queria saber um pouco mais mas não se preocupem, nos próximos livros ela vai dando mais espaço pra eles.  Ariane é minha personagem favorita porque ela tem muita personalidade e estilo.

O livro só ficou em interações nada entusiasmantes entre os personagens e Luce se arrastando atrás de Daniel na Sword & Cross, tentando entender o que havia de tão especial no que sentia por ele, qual a explicação para tudo aquilo. E também com sua dúvida adolescente entre ele Cam. Aqueles triângulos amorosos básicos que todo mundo adora (eu também haha). 

Só no final do livro você entende todo o mistério envolvendo Luce e Daniel e os demais personagens. E foi quando eu li o final que animei pra ler o resto porque se não tinha parado ali mesmo. Mas é uma ótima estória mesmo que o primeiro livro seja um pouco parado demais. Vocês podem desanimar no começo mas insistam pois vale a pena.

Espero que tenham gostado. Beijos.



Resenha | O Túmulo sob as Colinas | Belinda Bauer

Título: O Túmulo sob as Colinas
Autora: Belinda Bauer
Editora: Record
Páginas: 320
Skoob
Avaliação:



Apesar de cavar buracos quase diariamente na charneca de Exmoor à procura de um cadáver, Steven Lamb sempre quis ser um garoto normal. Porém, decidido, ele deixa as brincadeiras de lado e segue com sua pá para tentar encontrar o corpo de seu tio Billy, assassinado há 19 anos. Embora nunca o tenha conhecido, Steven sabe que sua família só poderá ser feliz quando encontrar o corpo desaparecido. Para descobrir o paradeiro dele, Steven decide escrever ao prisioneiro Arnold Avery, principal suspeito do crime. É o ponto de partida de um arriscado jogo de gato e rato entre uma criança desesperada e um perigoso serial killer.
Palpitante. Se fosse descrever este livro em uma só palavra seria esta que usaria.

É um livro cheio de suspense – não sobrenatural – que impele o leitor a ler a próxima página de forma urgente antes que o coração resolva saltar pela boca. Belinda escreve como se este não fosse sua primeira publicação.

Steven é um típico garoto de 12 anos, destes que à despeito de sua pouca idade já sofreu todas as dores de sua família como se em sua própria pele houvesse acontecido. É o neto de uma mãe que perdeu seu filho de mesma idade, assassinado por um serial killer, pedófilo e estuprador. Steven não o conheceu. O assassinato aconteceu há quase vinte anos. Mas o sofrimento desta morte prematura dói em sua própria vida e ele acredita verdadeiramente que pode sanar este mal, encontrando o corpo do tio assassinado.

Belinda mostra os pensamentos, as crenças e descrenças de uma família desequilibrada por uma tragédia. Fiquei com os olhos marejados em diversas páginas do livro, quando Steven se demonstrava carente a ponto de não levar em conta a rigidez do coração da avó, e entendia seu jeito bruto, e desejava ele mesmo curar e restaurar a doçura dos corações. Queria o abraço, o afago, o sorriso sincero e os dias simples, normais de uma pequena família. Enxerguei nas linhas da estória as quebras que muitos trazem em si após a tragédia e a dificuldade de ver cor e alegria nas coisas.

É uma estória dura que causa sensação de nojo avassalador nos tomando em muitas partes, quando lemos sobre Avery – o assassino sórdido. Porém Belinda escreve com sutileza, que faz com que o leitor imagine a cena. Deixa nas entrelinhas os detalhes mais sombrios e nauseantes. Perfeito. Assim não somos obrigados a ler coisas duras demais, e ao mesmo tempo torna a estória ainda mais forte, porque palavra alguma consegue superar nossa imaginação. Senti tanto ódio por Avery que me peguei algumas vezes lendo com a mão livre apertada a ponto de as unhas doerem na pele. Entendo o quanto é difícil ser ‘santo’… Não dá para ter misericórdia com pessoas que agem como este personagem. Triste é saber que existem seres assim, vivos, de carne e osso, andando por aí. Arrepia.

Todos os personagens são muito bem construídos e não somente o perfil do assassino. Belinda não apresenta nenhum com detalhes aprofundados, mas vamos conhecendo um a um durante a leitura. Nos encantamos por eles, ainda que embrutecidos pela vida. Até mesmo o soldado Gary, que aparece somente em uma dezena de páginas, nós podemos conhecer a vida, os impulsos e os motivos. Queria muito, muito mesmo poder passar a mão pelos cabelos de Steven e dizer que ele é especial, por conta das sensações que seu personagem causam no leitor. Fascinante construção de perfis.

A descrição geográfica é boa. Ela é muito importante para o contexto da estória e eu não conseguia distinguir com clareza os locais rapidamente, mas a sequência de acontecimentos me ajudava a me situar e a enxergar o lugar, sentir a temperatura. Fala-se sobre as urzes e os tojos da charneca. Daí pesquisei os termos e encontrei várias imagens, e esta foi a que escolhi para a visualização do lugar enquanto lia…

Não encontrei erros e a tradução foi muto bem feita. A capa é bem condizente com a estória e faço minhas as palavras de The Guardian, que colorem a capa: “Este surpreendente livro de estreia faz jus à sua aclamação… Uma façanha psicológica sobre a crueldade e sobre o triunfo da inocência.”

É isso. Um livro surpreendente. Recomendo a leitura.
 
"Esta resenha foi originalmente redigida por mim para o site Entrando Numa Fria da qual sou colaboradora. Veja o post original clicando aqui."