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Resenha | Amante Revelado, de J. R. Ward [por Louisiane]

Título: Amante Revelado
Série: Irmandade de Adaga Negra - Livro 4
Autora: J. R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 495
Skoob
Avaliação: 

Butch O'Neal é um lutador por natureza. Ex-policial da divisão de homicídios, durão, ele é o único humano que já foi admitido no círculo da Irmandade da Adaga Negra. E deseja mergulhar ainda mais fundo no mundo dos vampiros, na guerra contra os redutores. Não tem nada a perder. Seu coração pertence a uma vampira, uma beldade aristocrática inatingível para ele. Se não pode ter Marissa, então, pelo menos, quer lutar lado a lado com os Irmãos. O destino o amaldiçoa realizando precisamente o seu desejo. Quando Butch se sacrifica para salvar um vampiro dos assassinos, cai vítima da força mais sinistra dessa guerra. Deixado para morrer, é encontrado por um milagre, e a Irmandade recorre a Marissa para trazê-lo de volta. Mas, mesmo o seu amor pode não ser suficiente para salvá-lo...
Olá pessoal, como estão?

Bom, dando sequência hoje será a vez do  nosso lindo humano detetive Butch O’Neal. Amante Revelado é um pouco diferente pois até agora o que temos visto é um vampiro macho se apaixonando ou por uma vampira ou por uma humana, digo isso em termos de proteção pois machos foram feitos para proteger as fêmeas (não achem estranho eu falar em machos e fêmeas em vez de dizer homens e mulheres porque é assim que eles se chamam quando precisam se comunicar, algo do tipo : “Olá fêmea” em vez de “Olá moça”).

Butch é o detetive amigo de Beth que detestava Wrath se lembram? Pois é, depois de muita discussão ele foi aceito na mansão da Irmandade e entre os Irmãos, eles o apelidaram de tira. No finalzinho do terceiro livro ele têm um encontro com Marissa ( a ex prometida de Wrath). Marissa é uma das vampiras mais lindas e desejadas da aristocracia, com seus cabelos loiros, olhos claros e um perfume que lembra oceano ela arrebata o coração de qualquer um. Acontece que Butch é um cara muito desiludido da vida e quando vê Marissa diz algo que nunca mas nunca se deve dizer a uma mulher. Resultado: ela fica extremamente decepcionada.

Vishous (outro Irmão) e Butch se tornaram muito amigos principalmente porque os dois torcem para o famoso time de baseball Red Sox. Falem mal do time pra ver o que acontece! Ele entra para o mundo dos vampiros depois de ajudar Wrath no resgate de Beth. Apesar de ser humano, lá pelos seus 40 anos, Butch é considerado um homem muito sexy e atraente. 

Na trama por conta da tragédia que houve no terceiro livro, a glymera (os aristocratas) decidem criar uma lei de enclausuramento para as fêmeas que não fossem Shellan, ou seja, não tivessem maridos e como Marissa já não era mais prometida a Wrath ela se encaixa perfeitamente nos padrões. Esta lei obrigaria essas fêmeas a não saírem de casa em hipótese alguma.

Em meio a isto Butch sofre um grave acidente com Ômega, o pai dos Redutores e é imediamente internado. Marissa é a única que pode salvá-lo mas como é uma vampira da aristocracia o reencontro e mesmo a união dos dois está longe de acontecer.

Bom, no começo você tem a nítida impressão que Butch nada mais é do que um mero coadjuvante mas depois ele só mostra essencial na história. Depois de conhecer o mundo dos vampiros e redutores, ele se compromete a ajudar os Irmãos e fica irado ao saber do que a aristocracia fez com Marissa. É claro que vai haver muitas cenas de sexo entre os dois e tals. Todos os livros têm mas deixe-me dizer o que mais me impressionou neste.

Butch por ser um humano é claramente mais fraco do que Marissa, há uma reviravolta na história quanto a isto mas enfim. Naturalmente ele se sentindo mais fraco e mais vulnerável sente ódio de si mesmo por não conseguir protegê-la e ela com toda a maestria do mundo o faz se sentir extamente o oposto disto. No começo pensei em Marissa como uma fêmea muito fraca e indefesa mas ela sabe exatamente como mostrar seu ponto de vista e ser forte, muito forte. Seu irmão, o médico vampiro Havers tenta a todo custo enclausurá-la mas com muita força e coragem ela luta contra isso.

Amante Revelado vai nos revelando mais alguns personagens como Vishous e Phury. Em cada livro, J.R. Ward destrincha mais alguém e sem perder a pose, com as mesmas falas bem construídas e diálogios super interessantes, cenas quentes e finais arrebatadores. O que podemos notar nos livros algumas vezes são erros gramaticais mas isso é da própria editora. 

Uma coisa que eu gostaria que vocês prestassem atenção se forem ler os livros é nas dedicatórias. J.R. Ward escreve uma dedicatória para cada Irmão em cada livro, acho todas elas lindas e perfeitas. E aí fica a pergunta: será que Butch e Marissa ficarão juntos? Será que ela será enclausurada?

Mas como todo final dos livros dela, este não deixa a desejar.

Espero que tenham gostado. Um beijo.


Resenha | Destino Mortal, de Suzanne Brockmann [por Nadja Moreno]

Título: Destino Mortal
Trilogia: Destiny - Livro 1
Autora: Suzanne Brockmann
Editora: Valentina
Páginas: 536
Skoob
Avaliação: 


Expulso de um grupo de elite de forma desonrosa, o ex-Navy SEAL Shane Laughlin está com seus últimos 10 dólares no bolso quando, finalmente, consegue um emprego para participar de um programa de testes no Instituto Obermeyer (IO), uma fundação de pesquisas e desenvolvimento desconhecida do grande público e que trabalha com atividades secretas.Logo, Shane descobre que existem certos indivíduos que têm a habilidade única de conseguir acesso a regiões inexploradas do cérebro, com resultados extraordinários, incluindo telecinesia, força sobre-humana e reversão do processo de envelhecimento. Conhecidos como Maiorais, essas raras figuras são criadas ou recrutadas pelo IO, onde, rigorosamente treinadas com o auxílio de técnicas ancestrais, conseguem cultivar seus poderes e usá-los de forma responsável.No entanto, nas profundezas da segunda Grande Depressão dos Estados Unidos, onde o abismo social entre os que têm muito e os que não têm nada ameaça a ordem de forma definitiva, ricaços imprudentes descobriram uma alternativa sedutora na forma de um novo produto: Destiny. Trata-se de uma droga de fabricação quase artesanal, capaz de transformar qualquer pessoa num Maioral, além de oferecer a atração especial de garantir a juventude eterna para o usuário.O cartel sinistro conhecido como a Organização começou a produzir Destiny em larga escala, e a demanda pela droga se tornou epidêmica. Poucos, porém, sabem do verdadeiro perigo da nova droga, e são ainda em menor número os que detêm o segredo sujo do ingrediente crucial para a fabricação da substância. Michelle “Mac” Mackenzie é uma das poucas que conhecem toda a verdade.

Destino Mortal é o livro mais eletrizante que li nos últimos tempos. É tão rápido e a necessidade de saber o que vem em seguida é tão intensa que faz o leitor ficar vidrado em suas páginas, e lê-las de forma voraz.

Aposto que você já se pegou pensando, alguma ou algumas vezes, sobre como seria se os seres humanos usassem mais do que os aclamados e famosos dez por cento da capacidade mental. Pois bem, este livro traz umas nuances de como seria o mundo, caso tivéssemos a capacidade de maior uso do cérebro, ou melhor, maior capacidade de ‘integração neural’. As capacidades apresentadas são inúmeras, extraordinárias e fantásticas.

Porém Suzanne, a autora, traz uma trama que torna tudo absurdamente real! Os poderes gerados por esta capacidade aumentada de integração neural, suas consequências, as óbvias tentativas de alguns grupos de manipular e controlar tal poder, e até mesmo os problemas sociais de um mundo futurista, absolutamente tudo é tão bem montado e interligado que me fez pensar que, de fato, as coisas poderiam mesmo ser como o que está ali descrito.


Os personagens são bem criados e estruturados, personalidades bem demarcadas e senti asco ao imaginar o que se passava na mente de alguns vilões. Mac e Shane são um caso à parte, adorei os dois e o jeito de lidar com os problemas totalmente controverso de ambos. Só me irritei em várias páginas com Mac, mas penso que sua descrença contínua deve ser mais bem embasada nos próximos volumes. A autora deixou vários fios soltos, na medida certa para a curiosidade de ler logo a sequência, sem deixar este volume sem fechamento.

Um outro ponto forte da trama é a sensualidade. A princípio, mas primeiras cenas mais picantes que me deparei, achei que este elemento iria ‘sobrar’ no meio do enredo. É tudo muito futurista e tecnológico, muita ação e adrenalina. Aí pensei que a sexualidade não iria casar bem. Entretanto foi um engano. Como se trata de evolução extraordinária dos poderes e capacidades humanas, é muito fato que a sexualidade estaria ligado a esta evolução toda. A autora consegue apresentar cenas fortes e bem detalhadas sem ficar vulgar nem fugir do contexto. Mesmo a cena que, para mim foi a mais forte de todas, quando apresenta uma relação homossexual.

Em alguns pontos os poderes destes humanos, chamados de Maiorais, se misturam, se intensificam e fiquei aturdida com a criatividade da autora. Às vezes poderia parecer confuso à primeira vista, mas tudo é contado com agilidade e fluidez fazendo que o entendimento do leitor não sofra dificuldades. A história simplesmente entra em nossa mente, quase que em alusão à capacidade de telepatia dos Maiorais das páginas. Magnífico.

O final é empolgante e em algumas vezes era preciso ‘lembrar de respirar’. Me vi tensionando os músculos e pressionando as páginas do livro mais do que gostaria, envolvida pela adrenalina dos fatos. No final tem um brinde genial da editora. Gostei bastante.

Enfim, é um livro excepcional, indicado para os corações fortes e leitores preparados para viver emoções diversas, mas todas elas intensas.

Em se tratando de diagramação, as folhas brancas e a fonte pequena poderiam ter sido um problema em uma história que não prendesse tanto a atenção, felizmente a qualidade da trama minimizou. Não encontrei erros e a capa é bacana, com textura com sensação de emborrachada. Recomendo cuidado ao manusear, para que não fique marcada por alguma umidade das mãos.

Esta resenha foi redigida por mim para o site Papiro Digital, do qual sou colaboradora. O livro foi cedido pela editora Valentina.


Resenha | A Corte Infiltrada, de Andrea Nunes [por Rê Souza]

Título: A Corte Infiltrada
Autora: Andrea Nunes
Editora: Carpe Diem
Páginas: 222
Avaliação: 
O que você faria se descobrisse que não é mais dono dos seus pensamentos? Enquanto o Supremo Tribunal Federal está negociando um contrato milionário para instalar um moderno sistema de telecomunicações que facilita o diálogo seguro entre seus ministros e a transmissão de notícias para o mundo , um certo laboratório de pesquisas avançadas em neurociências, consegue, com um experimento científico, devassar a última barreira da nossa individualidade: a mente humana. O Mestre budista Nobu Kentaro sabe que esse é um segredo de consequências imprevisíveis que não poderia cair em mãos erradas. Mas quando está prestes a falar a verdade e impedir que esse terrível invento seja utilizado para implodir o sistema judicial brasileiro, ele é assassinado. A única pista que deixou foi um gesto misterioso feito na hora de sua morte. Para desvendar o que está por trás desse assassinato , o jornalista investigativo Edgar Trigueiro, e a noviça Taís Fonseca, monja aprendiz residente de um mosteiro zen budista, precisam somar os conhecimentos que detêm sobre os segredos milenares do Oriente e as corrompidas estruturas de poder em Brasília. Para vencer a inteligência diabólica que está por trás de tudo isso, eles terão de ser capazes de sobreviver aos perigos que lhes esperam e decifrar enigmas cujas respostas podem estar inclusive onde menos esperam: dentro de suas próprias mentes. Utilizando elementos de ficção científica baseados em descobertas acadêmicas recentes e surpreendentes no campo da neurologia, o novo romance de Andrea Nunes mescla um suspense de tirar o fôlego com fatos reais da cena política e bastidores da Justiça brasileira, revelando uma desconcertante promiscuidade entre o Crime Organizado e o Poder em Brasília

Em meio ao crime organizado, um projeto assustador e fatos reais, Andrea Nunes nos apresenta um romance policial fascinante, investigativo, inteligente e científico.

A narrativa se desenvolve quando o monge Nabu Kentaro, do Mosteiro Zen Budista que administra cursos de meditação para pacientes do Instituto de Neurociências, é assassinado em Brasília quando tenta impedir um terrível erro. Edgar, jornalista investigativo, parte para a cidade de Aldeia, onde fica o mosteiro, para decifrar qual ligação existe entre o Supremo Tribunal Federal, o mestre budista assassinado, uma empresa desconhecida de telecomunicações e o Instituto de Neurociências.

Quando Edgar chega ao mosteiro para  participar do  curso de meditação que é ministrado pela noviça Taís, a fim de investigar os acontecimentos. Os dois unem forças para desvendar o assassinato do monge estudando provas que Edgar conseguiu antes da polícia, fotografando a cena do crime e de uma curiosa e enigmática pista  deixada pelo monge no momento de sua morte.

Com a convivência de ambos, Edgar começa a despertar em Taís sentimentos que a levam a questionar sua verdadeira vocação, e assim começa um belo romance em meio à acontecimentos cada vez mais perigosos colocando ambos em risco conforme avançam e começam a fazer ligações cada vez mais comprometedoras.

Edgar e Taís descobrem que um experimento importante na área de neurologia que poderia servir de grande ajuda à pacientes com transtornos mentais - mas que apresenta uma falha grave no projeto - pode ser usado para dominar a mente das pessoas e está quase caindo em mãos erradas. Os dois correm contra o tempo para descobrir o culpado antes que a corte do Supremo Tribunal Federal seja infiltrada  por facções criminosas e a mente dos ministros manipuladas.

A autora escreve de maneira tão harmoniosa e usa elementos que se interligam tão perfeitamente que a leitura é fluída e interessante, abordando sutilmente fatos que podemos vivenciar no dia a dia e que nem sempre são lícitos.

Outro ponto interessante que a autora abordou na narrativa,  foi a cultura Oriental, que ajudou a dar um ar mais envolvente na trama.

A cada página uma explosiva surpresa que nos instiga o tempo todo não nos deixando dar, sequer, uma pausa na leitura.

Personagens são  bem construídos dentro de uma trama intrigante e enigmática.

Dentro da complexidade da narrativa a autora não deixa nenhuma ponta solta, tudo se encaixa de maneira perfeita.

A capa é linda e misteriosa, combina perfeitamente com o contexto da obra. As páginas são amareladas, contribuindo muito para uma boa leitura.

Impactante. Inteligente. Revelador. Recomendo!!


Resenha | A Garota Silenciosa, de Tess Gerritsen [por Nadja Moreno]

Título: A Garota Silenciosa
Série: Rizzoli & Isles Vol. 9
Autora: Tess Gerritsen
Editora: Record
Páginas: 368
Skoob
Avaliação: 

Uma mão ensanguentada é descoberta em um beco na Chinatown de Boston. Agora a detetive Jane Rizzoli, sua equipe e a patologista Maura Isles precisam localizar o restante do corpo – e identificar o cruel assassino. Mas a investigação toma rumos inesperados quando dois pelos de origem não identificada são encontrados junto ao cadáver. A dupla Rizzoli e Isles se vê diante de um novo desafio e alguém — ou algo — põe em xeque tudo em que acreditam.

Instigante e curioso. Esta é a minha definição para A Garota Silenciosa. Ainda não conhecia a autora, mas já tinha lido muita coisa positiva sobre ela, e entendi os porquês através desta leitura. Tess escreve com uma maturidade enorme, fazendo com que o leitor se infiltre na trama e a vivencie. Tudo se torna absolutamente plausível, sério, bem descrito. Real. Mesmo que tenhamos vislumbres de lendas chinesas durante a leitura, o contexto e a ambientação chega a nos enganar e acreditamos no improvável.

Uma tragédia do passado, uma chacina seguida de suicídio é o pano de fundo que junta todos os elementos que envolvem este trama policial. Investigação daquelas que não nos deixa soltar o livro. Suspeitos e vítimas surgem de todos os lados e trocam de papel a cada página. A história me fez desconfiar de todos e acreditar em todos de forma simultânea. Há um 'quê' de suspense e mistério que envolve tudo e que deixa a história ainda mais instigante.

Os personagens são bem criados, a maioria com personalidade bastante forte. A detetive Rizzoli e a patologista Isles são as personagens que acompanham a autora ao longo da série Rizzoli e Isles, agora composta por nove livros. Não há necessidade de ler os demais ou na sequência para entender este. Cada livro é uma investigação e uma história diferente. Desta forma não nos é apresentado neste livro os detalhes destas personagens, porém ao longo da história conseguimos entender quem são, onde vivem e o que fazem além da carreira. Assim como a história, os personagens são muito reais. Acredito que em outros livros da série, os detalhes dos demais personagens que as acompanham devem ser mais específicos. 

O desdobramento de tudo é muito bem feito, sem fios soltos e nem um pouco forçado. Tudo se encaixa muito bem e o quebra-cabeças vai sendo montado e a verdade surge aos poucos. Há pouca atenção ao romance, embora exista. Não é este o foco e, em minha opinião, não fez a menor falta.

Em suma, é um livro excelente, inteligente e perspicaz. Leitura obrigatória!

Este livro foi cedido pela editora para esta resenha.


Resenha | Amante Desperto, de J. R. Ward [por Louisiane]

Título: Amante Desperto
Série: Irmandade da Adaga Negra - Livro 3
Autora: J. R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 464
Avaliação: 

Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra entre vampiros e seus carrascos. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Dentre eles, Zsadist é o membro mais assustador da Irmandade da Adaga Negra. Tendo sido por muito tempo um escravo de sangue, Zsadist ainda carrega as cicatrizes de um passado repleto de sofrimento e humilhação. Conhecido por uma fúria que não acaba e por atos sinistros, ele é um selvagem, temido igualmente por humanos e vampiros. A raiva é sua única companheira e o terror, sua única paixão... Até que resgata uma bela vampira das garras da maligna Sociedade Redutora. Bella sente-se imediatamente enfeitiçada pela ardente força que emana de Zsadist. Entretanto, mesmo quando o desejo de ambos começa a consumi-los, a sede de vingança de Zsadist contra os torturadores de Bella o leva à beira da loucura. Agora, Bella deve ajudar seu amante a superar as feridas de seu atormentado passado e vislumbrar um futuro ao lado dela...
Olá pessoal.

No terceiro livro da Irmandade da Adaga Negra conheceremos um pouco mais sobre Zsadist. Segundo a sinopse do livro ele é o Irmão mais sinistro e descontrolado mas dá pra entender porque. Zsadist foi escravo de sangue e escravo sexual também. Foi raptado logo quando nasceu e foi resgatado pelo irmão gêmeo Phury quase 100 anos depois. Pelo tipo de sofrimento de que ele passava dá pra imaginar sua personalidade, arrogante, irado, intimidador e muito, muito antissocial. 

Bella por sua vez é uma vampira linda (aliás todos eles são). Irmã do Reverendo (outro personagem ao qual darei ênfase mais para frente), é protegida e vem de uma família rica. Zsadist é o mais solitário dos Irmãos, muitas vezes age na selvageria e é consumido por um ódio violento. O primeiro encontro dos dois é devastador, Bella se sente intimidada mas atraída e Zsadist por sua vez não demonstra nada, apenas indiferença. Bella não consegue esquecê-lo e ele a evita a todo custo.

No decorrer de alguns dias, Bella é surpreendida pela Sociedade Redutora mais precisamente por um Redutor chamado David. David vê uma semelhança incrível entre sua ex namorada (que ele assassinou) e Bella e resolve fazer dela sua “esposa”. David a tortura, marca  seu abdômem a ferro com seu nome, mas a Sociedade Redutora não sabia deste sequestro. Era algo particular.

Pessoal deixem-me abrir espaço para algumas explicações: nos livros há sempre um padrão onde conta-se a história de um casal da série e acontece o desenrolar da história. Talvez fique maçante eu contar várias coisas sem dizer sobre a construção da narrativa. Como já disse a J. R. Ward escreveu uma história maravilhosa mas como ela é pouco conhecida preciso contar algumas coisas pois assim consigo ganhar atenção de vocês mas prometo que não são spoilers, tudo o que eu digo está na sinopse. Como a série é extensa ela amuderece sim e muito mas basicamente escreve do mesmo jeito gostoso e dinâmico de sempre. O que me agrada é o jeito de cada personagem, suas interações e como ela os insere na história.

Voltando, ao saber que Bella foi sequestrada Zsadist fica desesperado e até então seus sentimentos de indiferença são transformados por obsessão. É reunida uma força tarefa para a busca, os Irmãos e o Reverendo, irmão de Bella.
Bom, daqui não dá pra falar mais nada mas tenho que dizer o que eu achei não é. Que livro mais perfeito! Do escravo de sangue sofrido, sem piedade, irado e totalmente insano Zsadist simplesmente se transforma no mais perfeito cavalheiro. É claro que marcas do passado como esta jamais se apagarão mas é impressionante como o fato de termos alguém que confiamos e amamos ajuda a mudar as coisas. Zsadist como todo Irmão é possessivo com sua Shellan mas sabe como a tratar bem (depois de um longo tempo da narrativa haha). Só posso dizer que esta é uma das histórias mais emocionantes da Irmandade. Vai te arrancar choros e suspiros. Não me deixando esquecer no meio da narrativa é contado o resgate de Zsadist e por isso você entende que não deve julgá-lo assim logo de cara quando vê seu temperamento e no final temos uma tragédia, algo que vai abalar os pilares da mansão da Irmandade.

Não sei se já comentei aqui mas se comentei vale repetir. Gosto da Irmandade não só pelos Irmãos mas pela personalidade de cada um, porque todos são problemáticos e não esses principezinhos que estamos acostumados. Também porque os problemas cotidianos são muito realistas e nos permitem muitas vezes (apesar de ser uma série sobre vampiros) nos identificar com eles e com a história.

É isso, espero que tenham gostado. Um beijo!


Resenha | O Peão, de Steven James [por Nadja Moreno]

Título: O Peão - Patrick Bowers Livro 1
Autor: Steven James
Editora: Cia. Editora Nacional
Páginas: 416
Skoob
Avaliação: 

As aventuras de Patrick Bowers ao longo de cinco livros nos levam por um mundo de violência psicopata. Com uma inteligência acima da média, o agente especial do FBI chega, nessa série, ao limite de suas capacidades, enfrentando criminosos cada vez mais habilidosos. Trazido da Carolina do Norte para ajudar no caso de um serial killer, o agente especial do FBI Patrick Bowers se vê no meio de um jogo de gato e rato. Astuto e letal, o assassino está sempre um passo à frente da lei e está prestes a marcar mais um ponto novamente. Bowers vai ter que usar todos os seus instintos, habilidades e suas modernas e controversas técnicas de criminologia ambiental para deter o homem que se autodenomina o Ilusionista.


Comecei a leitura sob a expectativa de um thriller policial, com um serial killer, seus assassinatos com assinatura e um investigador. O clássico do gênero, que eu particularmente gosto muito. Porém o autor me surpreendeu, trazendo para o enredo vários elementos que complementaram o tradicional do gênero, tornando-o único, ágil e interessante.

O Ilusionsita é o serial killer, que tem - como o próprio nome indica - capacidades que em geral não vemos nos serial killers que nos são apresentados. Isso, aliado à sua extraordinária inteligência, torna-o um assassino difícil de ser lido, interpretado e, consequentemente, encontrado.

O investigador é Patrick Bowers, viúvo, cuidador de sua enteada adolescente e muito perspicaz. A apresentação dos personagens e de suas características físicas e psicológicas são muito bem feitas, facilitando a identificação do leitor. Me fez simpatizar logo de cara com alguns, e antipatizar com outros. Nenhum passa desapercebido.

A trama em si é complexa. Inicialmente, quando novos elementos foram agregados aos assassinatos e investigações, pensei que iria ser uma miscelânea não muito feliz. Porém o autor consegue juntar tudo muito bem, sem deixar que nada soe bizarro ou forçado.

Assassinatos acontecidos há três décadas, política e politicagem, seitas religiosas e fanatismo, inteligência, traumas e relacionamentos tortuosos. Tudo isso se junta nas páginas de O Peão e exige que o leitor se mantenha preso às páginas.

A diagramação faz jus à obra. Capítulos pequenos, alguns chegam a ter meia página, e quando são maiores, são divididos em cenas. Esta formatação agiliza muito a leitura e facilita o entendimento. Nota dez! Falando sobre isso, os acontecimentos mais 'rápidos' e eletrizantes são marcados por pequenas cenas de um e outro fato, acontecendo em conjunto. Não há como negar, o 'vai-e-vem' rápido entre os fatos faz o coração acelerar e a ansiedade do leitor vai às alturas. Perfeito para o gênero!

A capa é condizente com o conteúdo, mesmo não sendo extremamente bonita. Encontrei pequenos erros que não atrapalham a leitura. As páginas são amareladas, fonte e margens no ideal.

O detetive Patrick Bowers está presente em cinco volumes nesta série. Os quatro primeiros já foram publicados pela Cia. Editora Nacional. Os próximos que você poderá ver a resenha aqui pelo Papiro Digital são:

A Torre
O Cavalo
O Bispo

Em suma, recomendo definitivamente a obra. Excelente leitura!

Esta resenha foi redigida por mim para o Site Papiro Digital, do qual sou colaboradora. O livro foi cedido pela Editora.

Resenha | Quero ser Seu, de Bella Andre [por Rê Souza]

Título: Quero ser Seu - Os Sullivans - Livro 6
Autora: Bella Andre
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Avaliação: 

Ryan Sullivan sempre gostou muito de Vicki, a quem conheceu na adolescência, quando ela lhe salvou a vida: no estacionamento da escola, um carro desgovernado só não o atropelou porque Vicki o empurrou para longe. Desde então, eles se tornaram melhores amigos — pelo menos, melhores amigos até onde um homem e uma mulher lindos e sedutores conseguem ser...O tempo passou, Vicki casou-se e se separou, e Ryan seguiu sua vida de solteiro. Até o dia em que Vicki pediu-lhe um favor: será que Ryan poderia fazer as vezes de seu namorado para afastá-la de um homem mal-intencionado e pegajoso?Ryan não negaria esse favor a sua amiga, de forma alguma... Não só pelo carinho que nutre por ela, mas também por uma característica de sua personalidade: Ryan faz o tipo protetor (o tipo de homem com que toda mulher sonha em algum momento da vida).Agora, depois de brincarem de namorados, será que os dois conseguirão manter a amizade de sempre?
Nada melhor do que passar um dia todo suspirando em companhia de um bom livro, repleto de paixão, amor e sensualidade!!

Já havia lido algo da autora dessa mesma saga, e gostei muito, esse eu comprei na Feira do Livro na minha cidade dias atrás.

Quero Seu Seu, além de ser uma leitura Hot, tem muito romance e paixão ao longo da leitura.

O reencontro de Vicki e Ryan os impulsiona a viver o que há tempos esconderam por medo de perder a amizade que ambos haviam cultivado tão fortemente.

As cenas hot fazem o coração bater mais rápido e a imaginação decolar e em nenhum momento se torna uma leitura vulgar, pois a autora dosou muito bem, desejo, paixão e amor, fazendo da leitura algo gostoso e intenso.

Mesmo com essas cenas quentíssimas, não há necessidade de ler a portas fechadas e sozinha, pois como tem muito romance  que envolvem as cenas, acaba sendo algo normal e que em nenhum momento constrange. 

Não é o tipo de leitura crua que expressa somente a luxúria, é algo mais que isso.

Narrativa rápida, e muito intensa, nos envolve o tempo todo na história, li em um dia.

Quente e Romântico.


Resenha | Lilliah Blü e a Ordem dos Macabros, de Flávio P. Oliveira [por Nadja Moreno]

Título: Lilliah Blü e a Ordem dos Macabros
Autor: Flávio P. Oliveira
Editora: Independente
Páginas: 280
Skoob
Avaliação: 

Quando se livram da inevitável morte, os bons comemoram, e os maus se revigoram. Sociedades secretas, ordens e grupos renovados surgem como enxames, do nada, querendo o poder central. Para sorte de Aahtoria, Lilliah Blü descobrirá novos aliados, novos escolhidos, e com a inesperada ajuda de um menino, enfrentará um novo (e terrível) desafio. Eu sei, eu sei. Todos pensam que houve festa e celebração. Sim, sim. Também um baile em homenagem a Higuuh, o deus da vida. Novas paixões, novos sorrisos e gargalhadas; e uma barba branca limpa, e eleições, e macabros, e sugadores de energia, e pesadelos… E um jovem ciinganee capaz de restaurar a vida.
Mais uma vez o autor surpreende pela facilidade em demonstrar as sensações e os sentimentos e os pensamentos da protagonista, Lilliah Blü, que é quem conta a história toda - o livro é narrado em primeira pessoa... Agora ela já não é mais tão criança, já tem as mudanças e 'chatices' da adolescência e os neurônios estão, pode-se dizer, em polvorosa.

Lilliah é a celebridade no começo da história, devido aos acontecimento no final do livro um. O mundo não acabou e agora são só comemorações! Só comemorações? Bom, não é bem assim. Muita coisa acontece novamente, só para dizer que a solução de um grande problema é tão somente a abertura para que outros grandes e sérios problemas possam aparecer.

Flávio mantem sua escrita única e um tanto quanto poética. Durante a leitura entendi claramente o que há de diferente em sua maneira de escrever. Não sei você, mas eu adoro ficção científica e não raro, ao ler ou assistir filmes do gênero, me pego imaginando como seria ouvir os pensamentos de alguém. Deve ser algo meio doido, porque sempre pensamos muito rápido e em mais de uma coisa ao mesmo tempo, e perguntamos e respondemos as perguntas e imaginamos loucuras enquanto verbalizamos de forma filtrada, para que não nos achem loucos ou não descubram o que de fato se passa pela nossa mente. Pois bem, a escrita do Flávio me dá a sensação de estar ouvindo os pensamentos de Lilliah. Não estou lendo-a, ela não está narrando os fatos... ela está vendo e pensando sobre tudo e é isso que estamos vendo ao longo da leitura. Magnífico.

Como disse, Lilliah agora é uma adolescente e como tal, se apaixona facilmente! Costas torneadas a deixam sem ar! hahaha, bem diferente da menina tímida e do romance quase inexistente de tão sutil do primeiro livro. Bacana esta transição de personalidade. Tenho a impressão de que no terceiro ela virá com um coque nos cabelos e vestirá um tailleur!

Os personagens fantásticos continuam povoando as páginas e me encanto por Pingo. Tenho vontade de ter um, viu... iria ser muito legal! Na resenha anterior eu falo que senti falta da mãe de Lilliah, e agora Lilliah também a cita, comenta sobre a mãe e me deu uma pontada de esperança que há alguma coisa bem bacana envolvendo-a no terceiro volume (que está em processo de criação! que bom!!). E o grande amor de Lilliah (ou não), o "meu loiro", como Lilliah diz está... bom, acho que você vai ter de ler para saber dele.

A aventura cheia de luzes, poderes, lutas e embates acontecem do meio do livro para frente, mais ou menos. Mas a primeira parte também é interessante, mesmo que mais lento. Dá para sentir uma progressão nos acontecimentos e consequentemente na leitura. Em alguns pontos nas últimas páginas eu voltava um ou outro parágrafo. Não por não ter entendido, mas por ter lido rápido demais, na ânsia de saber o que vinha depois e ficava pensando que tinha perdido alguma coisa. Pessoas ansiosas como eu sofrem nesses livros que prendem o nosso foco na página seguinte e não na atual. ;)

Ponto forte da trama: bem e mal se contrapõem. Mas também se complementam. Nem tudo é todo mal, ou todo bem. No fim, é a mescla que faz a vida e as coisas acontecerem. E, por favor, nunca tome decisões precipitadas baseando-se somente naquilo que você sabe. Cada ponto de vista é a vista de um ponto, como alguém já disse, e Lilliah me ensinou que nem sempre o que é claro e transparente como a verdade, é a verdade toda e plena. ;)

E, é claro, recomendo a leitura. Viaje por Aahtoria e pelos pensamentos de Lilliah. Não vai se arrepender.

Clique AQUI e leia a resenha do primeiro livro.

O Ebook desta obra foi gentilmente cedido pelo autor, parceiro deste blog, para esta resenha.

Resenha | Mago - Mestre, de Raymond E. Feist [por Nadja Moreno]

Título: Mago Mestre
Autor: Raymond E. Feist
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 432
Avaliação: 

A saga épica de Midkemia continua… Passaram-se três anos desde o terrível cerco a Crydee. Os três rapazes que eram os melhores amigos do mundo encontram-se agora a quilômetros de distância. Pug, um escravo dos Tsurani, está prestes a se tornar um dos maiores magos que já existiram. Tomas, um grande guerreiro entre os elfos, arrisca-se a perder sua humanidade para a armadura encantada que veste. Arutha, príncipe de Crydee, luta desesperadamente contra invasores e traidores para salvar seu reino. Mago Mestre é recheado de aventura, emoção e ameaças tão antigas quanto o próprio tempo. Com o segundo volume de A Saga do Mago, Raymond E. Feist volta a provar que é um dos maiores nomes da literatura fantástica na atualidade. 
Em Mago – Mestre, o leitor se depara com a continuação das guerras e batalhas encontradas no primeiro. Agora Pug, há três anos vivendo como escravo, precisa aprender mais do que o que conseguiu como aprendiz de Mago. Precisa aprender a sobreviver, precisa aprender mais sobre as questões do coração, agora com desejos e dúvidas mais adultas do que quando vivia em Crydee e se apaixonara pela princesa Carline, precisa aprender a invocar e controlar seus poderes. Neste volume há mais ação e movimento do que no primeiro.

Agora a aventura de fato começa e as narrativas, ainda existentes e extensas, são mais recheadas de ação, tornando este volume mais ágil de se ler. Mas ainda há excesso de informação. São tantos clãs, tribos, regiões, nomes e povos que senti uma vontade enorme de fazer anotações e criar uma árvore genealógica dos personagens, além de anotar no mapa (que acompanha o volume 1) quem domina onde e onde quem quer conquistar. Mas no fim consegui acompanhar tantos elementos sem maiores problemas.

O que mais me cativou neste segundo volume da série foi a transformação de Pug em Milamber, um Grande. Este é sim um livro de aventura e magia. Mas é uma versão muito mais madura e consistente de aventura e magia do que os que estamos vendo ser publicados recentemente. A transformação de Pug ao longo de seis anos sob os cuidados de magos conhecidos como Grandes foi muito bacana. Nada de sons, raios, cores, trovões e redemoinhos. Não, sua transformação foi muito mais introspectiva, mais profunda, mais ‘cerebral’. E quando sua transformação acontece, bem, torna-se claro o porquê do medo que se tinha dele quando vislumbravam este momento. Pug – ou melhor, Milamber colocaria Marlin “debaixo do braço”. Agora a diferença entre o Caminho Superior e o Caminho Inferior, citados no primeiro volume ficam mais claros:

“Mais do que uma arte, o Caminho Inferior é um talento. O Caminho Superior é destinado a estudiosos.”

Ainda relacionado à magia presente nas páginas deste segundo volume, nos vemos às voltas com um portal. A existência deste portal, sua utilização mal intencionada e os desdobramentos no final do livro ligados a ele fazem parte de mais um elemento mágico bem trabalhado, mas de forma extremamente adulta e séria. 

Além da magia, como disse, apresentada mais como um conhecimento do que demonstrada com cenas de poder, o livro é composto por guerras e lutas. Muitas batalhas. Muitas mesmo. Conquista de territórios, luta pelo poder, emboscadas, sangue, vitórias e derrotas. Pareceu-me como aqueles filmes das Cruzadas que a gente mal percebe o fim de uma batalha e outra já se inicia. Prato cheio para os admiradores do gênero. As cenas são rápidas, bem descritas e fazem o leitor se envolver na luta.

Existe também nas entrelinhas um tanto de política e controle monárquico. As batalhas acontecem pela luta de território e em busca do poder. E tais lutas são controladas pelas diretrizes políticas da época e os interesses daqueles que determinam o destino de muitos.

O livro intercala capítulos contando o que acontece com cada um dos três grandes amigos do livro um. Pug, Tomas e Arutha. Cada um em um território diferente, com suas próprias lutas e dificuldades e cada um com sua necessidade de superação. Gostei muito do que vivenciei com Tomas, que precisou lutar contra o poder do valheru, que poderia a qualquer momento controlar sua mente e suas vontades. Em diversos pontos o leitor se depara com fortes ‘discussões’ que Tomas manteve com valheru, em sua mente.

O final me soou muito emocionante, condizente com todo o conjunto do livro. O reencontro dos agora adultos, Carline e Pug é lindo e profundo. Aliás, você não encontrará sutileza ou superficialidade nas páginas da saga do Mago. Tudo é descrito com muito peso e consistência. É um livro maravilhoso, que deve ser saboreado, sentido e entendido. À medida que nos envolvemos com as tribos e clãs, entendemos sua profundidade e passamos a perceber que ele é, de fato, uma Obra-Prima!

Esta resenha foi redigida por mim para o Site Papiro Digital, do qual sou colaboradora. O livro foi cedido pela Editora Saída de Emergência.

                                               


Resenha | Ergue-se a Noite, de Colleen Gleason [por Rê Souza]

Título: Ergue-se a Noite - Crônicas Vampíricas de Gardella - Livro 2
Autora: Colleen Gleason
Editora: Jardim dos Livros
Páginas: 376
Avaliação: 
A venadora Vitória Gardella arrisca seus poderes ao desvendar os mistérios da poderosa organização Tutela. Seus membros servem aos vampiros, oferecendo a eles seres humanos, para que saciem sua necessidade de sangue. Deixando Londres, ela viaja pela Itália, disposta a tudo para desbaratar os inimigos, destemida a ponto de colocar em tremendo risco a vida de sua tia-avó e mentora, Eustácia. Sem contar com a preciosa ajuda de seu experiente companheiro de outras aventuras, Max, que depois de ter voltado àquele país tem estranhas atitudes. Tudo leva a crer que ele mudou de lado!
Depois de guardar um ano inteiro de luto pela morte de Filipe, Vitória quer voltar à caça em busca de vingança, estranhando o sumiço de seu parceiro Max, um poderoso Venador que a ajudou na expulsão de Lilith a rainha dos vampiros de Londres para se esconder nas montanhas da Romênia. No ano anterior, ela se depara com uma organização poderosa chamada Tutela, que servem aos vampiros, e quando começa a investigar a organização Vitória se depara com Max, como membro do conselho da mesma. Horrorizada pela traição (que na verdade não era bem uma traição e sim parte de um plano), Vitória com a ajuda da sua tia-avó Eustácia, luta para impedir que a organização consiga realizar seu plano terrível e assustador que exterminará os Venadores e a raça humana.

E é dessa forma eletrizante que a narrativa segue com muita ação, sangue, estacas, água benta e o reencontro de Vitória com o charmoso Sebastian, neto de um vampiro poderoso, que continua sendo humano por opção.

A história é envolvente, cheia de ação, mistério e cenas quentes entre Vitória e Sebastian.

Gostei muito da leitura, apesar do meu fascínio por esses seres sobrenaturais e fantásticos, e aqui abordar a caça à eles, não pude deixar de apreciar a história e a narrativa envolvente da autora.

O final fica em aberto com a partida de Max que renuncia ao legado de Venador devido ao trauma pela ordem direta e trágica recebida de Eustácia, sua mentora e amiga à qual teve de obedecer. O desaparecimento de Sebastian que se despede de Vitória com uma carta e a própria Vitória tendo que ocupar o lugar da tia-avó no Concilium.

A série conta com mais três livros que ainda não foram lançados no Brasil.

Eletrizante. Misterioso. Sangrento.




Resenha | Eu te Sinto, de Irene Cao [por Nadja Moreno]

Título: Eu te Sinto
Autora: Irene Cao
Editora: Suma de Letras
Páginas: 166
Skoob
Avaliação: 

É inútil resistir à paixão quando ela te escolhe. O inesperado reencontro de Elena e Leonardo em Roma os levará ao verdadeiro amor? Elena virou a página. Os dias de paixão e loucura com Leonardo a tornaram uma mulher mais forte, a conduziram ao lado sombrio do prazer, mas agora são apenas uma lembrança que de vez em quando atravessa seu pensamento. Hoje Elena sabe o que quer e escolheu Filippo: é por ele que deixou Veneza e se mudou para Roma. A vida deles juntos é uma perfeita harmonia, tanto na cama como fora dela. Mas apagar de vez o passado, se o destino faz de tudo para impedir isso, é impossível. Porque a história com Leonardo parece ainda não ter acabado: basta um encontro casual para reacender o fogo que, na verdade, nunca tinha apagado.É noite de seu aniversário de 30 anos, e Elena não poderia imaginar que o restaurante onde Filippo a levou para comemorar seria... o de Leonardo! Aquele olhar que toca o coração e, em seguida, um único beijo, roubado na cozinha do local, são um emocionante novo começo. Em Eu te sinto, a continuação de Eu te vejo, não há mais regras, agora as cartas estão na mesa: não é mais necessário esconder o amor e o sexo, não é mais uma mera busca do prazer em estado puro, mas um reencontro de almas que se pertencem. Até quando o segredo mais inconfessável de Leonardo vem à luz e Elena deverá decidir se está disposta a pagar o preço.
Neste segundo volume da Trilogia Dei Sensi, vemos a continuação exatamente de onde parou o volume 1. Gostei da sequência clara, facilita a junção das duas histórias.

Agora Elena é mais solta e mais madura, apresenta características de tomada de decisão com mais confiança do que no primeiro volume. Novamente os comentários e passagens que tratam da arte são bacanas e nos dá uma vontade enorme de conhecer os cenários. No livro Eu te Vejo era em Veneza, agora a trama se passa em Roma.

Apesar de ser uma série erótica, neste livro temos menos cenas picantes do que no anterior. Agora quando elas existem, sempre exprimem uma urgência e necessidade do prazer por parte dos personagens e a cena se desenrola mais rapidamente. Este pode ser considerado um livro de transição, porque fecha alguns segredos do primeiro, redefine algumas escolhas de Elena, mas que sabíamos não ser definitivas, e termina num desfecho que gerou em mim a sensação de que há uma reviravolta no terceiro e último volume.

Falando da personagem, confesso que me incomoda um tanto o fato de alguns livros eróticos traçarem a mulher como submissa, que não é dona das próprias decisões e que é movida, única e exclusivamente, pelo desejo. Elena mais uma vez, e com mais intensidade, faz coisas que não devia e se entrega sem pensar nas consequências. Na verdade, entendo que nós não somos assim, pensamos muito com o coração e temos muito na cabeça para nos deixar levar com tanta facilidade pelo físico. Mas enfim, é a temática e a autora não fugiu dela.

Agora Philippo aparece mais, participa mais ativamente da trama e podemos conhecê-lo melhor. Minha primeira impressão é a que ficou mesmo. Ele é um rapaz gentil, carismático, bonito, fofo e cativante. Sinceramente, eu sou mais ele do que Leonardo. Fiquei mega triste com muita coisa, e você, lendo, vai se sentir assim também, tenho certeza.

A leitura segue rápida, fluída. O livro é bem pequeno, apenas 166 páginas, portanto é fácil lê-lo de uma só vez. A diagramação é boa, não há erros de grafia ou de concordância e a tradutora fez um trabalho muito bem feito. As capas desta série são bonitas, acho que condizem muito com a história.

Recomendo aos interessados por romance hot.




Resenha | O Teste, de Joelle Charbonneau [por Nadja Moreno]


Título: O Teste
Autora: Joelle Charbonneau
Editora: Única
Páginas: 318
Skoob
Avaliação: 

No dia de formatura de Malencia ‘Cia’ Vale e dos jovens da Colônia Cinco Lagos, tudo o que ela consegue imaginar – e esperar – é ser escolhida para O Teste, um programa elaborado pela Comunidade das Nações Unificadas, que seleciona os melhores e mais brilhantes recém-formados para que se tornem líderes na demorada reconstrução do mundo pós-guerra. Ela sabe que é um caminho árduo, mas existe pouca informação a respeito dessa seleção. Então, ela é finalmente escolhida e seu pai, que também havia participado da seleção, se mostra preocupado. Desconfiada de seu futuro, ela corajosamente segue para longe dos amigos e da família, talvez para sempre. O perigo e o terror a aguardam. Será que uma jovem é capaz de enfrentar um governo que a escolheu para se defender?

Quando comecei a leitura, vi alguns aspectos muito parecidos com a série Jogos Vorazes e pensei: oh, uma cópia, que pena... Mas eu estava enganada! As coincidências pararam logo. O Teste é uma história única e singular.

Malencia 'Cia' é uma das jovens escolhidas para participar do Teste, elaborado pela Comunidade das Nações Unificadas para escolha dos novos líderes, que estudarão na Universidade e colaborarão na reconstrução do mundo pós-guerra. O mundo foi devastado pelos sete estágios da guerra, e agora sobram somente algumas colônias. 

O Teste inicia no dia da formatura de Cia e mais alguns jovens da Colônia Cinco Lagos, e perpassa todas as páginas da obra. Gostei muito da visão de teste apresentado por Joelle. Muito inteligente. Os candidatos precisam provar que tem astúcia, um tanto de intuição, estratégia, inteligência, força e coragem. Muita coragem.

O Teste acontece em 4 estágios, e confesso que me apaixonei muito pelos três primeiros. Compostos por provas escritas e práticas, os testes vão levantando o melhor - e o pior - de cada candidato. Não são simples nem fáceis e existe uma tensão enorme envolvendo as atividades. Nem todos aguentam a tensão. O último teste é bem mais longo e achei um pouco cansativo em alguns pontos. Nada que atrapalhasse a trama, existem acontecimentos fortes e que me deixaram trêmula, mas é uma parte do livro um pouco mais arrastada.

Os personagens são muito bem montados. O livro todo é narrado em primeira pessoa, contado pela Cia. Assim temos a visão que ela projeta de cada pessoa que ela convive e faz o leitor pensar como ela, confiar em quem ela confia e desconfiar de quem ela teme, mesmo que inicialmente sem motivo. Inclusive, vale salientar o quanto a autora criou uma personagem central forte e intuitiva. Ela é realmente especial sem parecer forçado.

Os direitos da série já foram compradas pela Paramount e eu adorei a ideia. Durante a leitura pensei que seria fantástico ver tudo aquilo nas telas. É o tipo de leitura que faz com que a gente queira que mais sentidos conheçam a história. Portanto assistir a saga de Cia durante as provas vai ser uma aventura muito bacana.

É uma história intrigante, inteligente e sagaz. Joelle consegue mesclar suspense e emoção com tanta maestria que a história se torna única e imperdível. Se você gostou de Jogos Vorazes, leia O Teste. Vai ver que muitas emoções ainda te esperam.

Sobre a diagramação, mais uma vez a Única Editora capricha. É um livro em formato e fonte um pouco menor que o convencional mas que não atrapalham a leitura. Na orelha da contra-capa existe um marcador para ser destacado, assim como outras publicações do mesmo selo. Encontrei um ou outro erro simples e superficial que não interferem em nada na leitura. 

Em suma, é uma leitura deliciosa e que merece ser lida! Altamente recomendável!

Este livro foi cedido pela Única Editora para esta resenha.



Resenha | Dizem por Aí, de Ali Cronin [por Nadja Moreno]

Título: Dizem por Aí
Autora: Ali Cronin
Editora: Seguinte
Páginas: 279
Skoob
Avaliação: 

Ashley sempre foi a mais descolada da turma. Aquela garota que sabe o quer - festas e mais festas - e que, diferente das amigas, nunca gastou seu tempo sonhando com príncipes encantados. Mas tudo muda quando, um dia qualquer, ela vai ao cinema com sua melhor amiga e conhece Dylan: um garoto lindo, um pouco quieto, de olhos verdes e cabelos incríveis que acaba grudando na cabeça dela.
Ashley só consegue pensar naqueles jeans justos, no ar meio desinteressado, nas pernas finas... O efeito é devastador. Mas cada vez que eles se encontram, Dylan tem uma reação diferente: quando estão sozinhos, se dão bem e conversam como amigos; quando se veem nas festas, o garoto a evita. Será que isso é só timidez? Ou na verdade ele tem vergonha de ficar ao lado de uma menina como ela? Será que, no fim das contas, ela é vista como uma garota fútil?
Com esse vaivém, e sem saber como agir, Ash fica cada vez mais insegura e confusa, começa a tomar decisões erradas - quem já não saiu com um pensando em esquecer o outro? - e depois, como nunca tinha acontecido antes, se sente totalmente arrependida. Gostar de alguém de verdade estava sendo mais difícil do que parecia...
Dizem por Aí é o segundo volume da Série Garota <3 Garoto. Nesta série cada livro com a história de um integrante de um grupo de amigos. Agora é a vez de Ashley, seguramente a mais descolada da turma.

Assim como o primeiro volume, Ali cumpre o propósito de apresentar a vida e o quotidiano não muito corriqueiro dos jovens e suas descobertas para o amor. Relacionamentos, atos inconsequentes, insatisfação, atitudes infantis seguidas de outras muito adultas recheiam as páginas e nos fazem vivenciar os sentimentos e pensamentos da protagonista.

Neste volume achei um pouco instável a sensação de idade passado por Ashley, diferente do primeiro volume que era contado por Sarah. Agora não senti uma constância tão grande nas atitudes, para me fazer enxergar Ashley sempre com a mesma idade. Em alguns momentos ela parecia uma criança birrenta, em outras parecia uma jovem adulta de vinte e tantos anos. Não sei se a intenção da autora era fazer parecer uma jovem inconstante e imatura, mas confesso que não me agradou muito. Não consegui traçar claramente o perfil de Ashley.

Acho muito bacana a troca de enfoque que este tipo de série apresenta. Algumas cenas apresentadas no volume um são comentados agora, mas desta vez sob a perspectiva de outra personagem. Os livros são narrados em primeira pessoa então tive a sensação de estar assistindo a um filme, que simplesmente troca a câmera e deixa de mostrar uma perspectiva para nos apresentar outra. Gera uma dinamicidade muito bacana.

Mais uma vez a leitura é fluída e rápida. a autora apresenta a história de forma envolvente despretensiosa, leve e engraçado em muitos pontos. É um livro gostoso de ler. Mesmo que claramente voltado ao público teen, ele pode ser lido e pode agradar pessoas de todas as idades, que queiram uma leitura fácil e ágil.

A diagramação é boa, fonte em tamanho ideal e páginas amarelas. Desta vez não encontrei erros. Uma coisa que não comentei no primeiro volume: A capa é interessante, com uma imagem monocromática no fundo que indica o binômio amor e juventude, que é a tônica da série. É uma capa bastante pertinente. Mas o que me chama de fato a atenção é o toque aveludado que ela tem. Tenho alguns livros com esta textura de capa e posso dizer que é a que mais gosto. ;)

A série é composta por 6 livros, cada vez contando a história de um dos amigos: Sarah, Ashley, Cass, Donna, Ollie, Rich e Jack. Estou curiosa pelos seguintes porque em cada livro nós podemos conhecer um pouquinho do perfil de cada um, pelo seu relacionamento com o personagem central. Então saber como cada um de fato enxerga a vida, os relacionamentos a família e a amizade vai ser uma experiência divertida.

Recomendo a leitura!

Esta resenha foi redigida por mim para o Site Entrando Numa Fria, do qual sou colaboradora. O livro foi cedido pela Editora Seguinte.



Resenha | Amante Eterno, de J. W. Ward [por Louisiane]

Título: Amante Eterno
Autora: J. R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 448
Skoob
Avaliação: 

Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra entre vampiros e seus carrascos. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Possuído por uma besta letal, Rhage é o membro mais perigoso da Irmandade da Adaga Negra. Dentro da Irmandade, Rhage é o vampiro de apetites mais vorazes. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir, baseado em seus instintos, e o amante mais voraz, porque em seu interior arde uma feroz maldição lançada pela Virgem Escriba. Possuído por esse lado sombrio, Rhage teme constantemente que o dragão dentro de si seja liberado, convertendo-o num perigo para todos à sua volta. Mary Luce, uma sobrevivente de muitas adversidades, entra de maneira involuntária no universo dos vampiros, contando apenas com a proteção de Rhage. Concentrada em combater a sua própria maldição, potencialmente mortal, Mary não está buscando o amor e perdeu sua fé em milagres tempos atrás. Mas quando a intensa atração animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que Mary precisa ser sua e de mais ninguém. E enquanto os inimigos fecham o cerco, Mary luta desesperadamente para alcançar a vida eterna com aquele que ama...
Hey pessoal, como estão? Espero que não tenham se cansado com a resenha de Amante Sombrio. Hoje vou tentar pegar leve. A resenha de hoje é de Amante Eterno, o segundo livro da série Irmandade da Adaga Negra.

Lembram que eu disse que em cada livro J.R.Ward coloca foco em um Irmão mas continua desenvolvendo a narrativa? Desta vez o Irmão retratado será Rhage Hollywood (sou muito suspeita pra falar dele já que pra mim ele é o Irmão mais gato da série e meu personagem favorito). 

Rhage foi amaldiçoado pela Virgem Escriba porque a ofendeu (pensem em um personagem detestável? Pois é, ela). Rhage é possuído por uma besta ao ficar nervoso demais ou exaltado. Ele precisa saciar sua vontade e seu nervosismo lutando contra a Sociedade Redutora e fazendo sexo. Rhage é o maior pegador e garanhão da história até então, não há uma mulher que resista ao seus encantos. Dono de um corpo todo trabalhado, cabelos loiros , olhos azuis e um cheiro maravilhoso (os vampiros da série possuem fragância própria e é algo que atraem e muito as mulheres) ele consegue o que quer. Nesse meio tempo, uma mulher totalmente comum chamada Mary Luce cruza o seu caminho. Mary não é  o tipo de mulher atraente e já perdeu a fé na vida e em qualquer outra coisa pois luta contra um câncer. 

O primeiro encontro dos dois é de tirar o fôlego, Rhage transpira sexo, e Mary fica assustada. Rhage tem um certo desprezo por si mesmo por usar as mulheres como objeto sexual e quando Mary entra na sua vida, ela o muda totalmente.

Devo ressaltar aqui que há várias passagens nos livros sobre os Irmãos caçando e lutando contra os Redutores, mas é o seguinte: as passagens entre os Irmãos e suas Shellans ( que é como eles chamam suas esposas) são bem mais interessantes do que quando eles estão com os redutores.

Pois bem, Rhage enfrenta sua maldição com a besta e Mary com seu problema e ela acha praticamente impossível que um homem com os padrões de beleza dele (sério, ele é extremamente lindo) se interessaria por uma mulher como ela. A atração dos dois é inevitável e eles começam um relacionamento. Rola muito sexo é claro. Da badalada vida de pegador Rhage passa a ser o mais atencioso e amoroso dos amantes . Mas o sexo deles é algo erótico, instigante e gostoso de se ler. Logo após, Mary descobre que Rhage é um vampiro  e ele descobre que ela está muito doente. Pessoal é sério, chega a doer de desespero quando ele descobre tudo isso, ele e nós leitores ficamos arrasados. Rhage não se conforma de ter achado sua Shellan e que ela seja tirada assim dele tão rápido.

No meio da narrativa conhecemos um pouco mais sobre Bella e Zsadist, o próximo casal do livro seguinte. Zsadist é muito marrento e Bella sente uma atração tão forte por ele que não consegue ficar longe. Conhecemos também John Matthew, um garoto muito fraquinho que foi encontrado na periferia por Mary e que descobre ter sangue de vampiro, John possui uma ligação com Darius, o primeiro Irmão morto no começo de Amante Sombrio.

Voltando ao Rhage, ele decide pedir para Virgem Escriba ajuda para que ela salve a vida de Mary. Bom, daqui pra frente não posso contar porque é spoiler haha. Só posso garantir que o desfecho é maravilhoso. 
O que mais me chama atenção nos Irmãos é que quando eles encontram suas Shellas (sumário rápido: Shellan esposa e  Hellren marido), eles são totalmentes e fiéis e cavalheiros. Sabe aquele homem que sempre te chama de linda, sempre é cavalheiro, galanteador, faz de tudo por você e bom, todos eles são lindos e maravilhosos. Resumindo: o homem dos sonhos de toda mulher. Que mulher não quer um homem assim e que não seja louco por ela não é mesmo?

Mais uma vez J.R. Ward está de parabéns. E só pra avisar, é impossível se apaixonar por somente um Irmão, amo Rhage mas sou apaixonada por  todos também. Realmente a história é para o público feminino mas conheço alguns homens que já leram e gostaram.

É isso, espero que tenham gostado. Um beijo.