Acompanhe o blog também pelo Instagram

Blogs Parceiros

Mostrando postagens com marcador Editora Seguinte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Seguinte. Mostrar todas as postagens

Resenha | Dizem por Aí, de Ali Cronin [por Nadja Moreno]

Título: Dizem por Aí
Autora: Ali Cronin
Editora: Seguinte
Páginas: 279
Skoob
Avaliação: 

Ashley sempre foi a mais descolada da turma. Aquela garota que sabe o quer - festas e mais festas - e que, diferente das amigas, nunca gastou seu tempo sonhando com príncipes encantados. Mas tudo muda quando, um dia qualquer, ela vai ao cinema com sua melhor amiga e conhece Dylan: um garoto lindo, um pouco quieto, de olhos verdes e cabelos incríveis que acaba grudando na cabeça dela.
Ashley só consegue pensar naqueles jeans justos, no ar meio desinteressado, nas pernas finas... O efeito é devastador. Mas cada vez que eles se encontram, Dylan tem uma reação diferente: quando estão sozinhos, se dão bem e conversam como amigos; quando se veem nas festas, o garoto a evita. Será que isso é só timidez? Ou na verdade ele tem vergonha de ficar ao lado de uma menina como ela? Será que, no fim das contas, ela é vista como uma garota fútil?
Com esse vaivém, e sem saber como agir, Ash fica cada vez mais insegura e confusa, começa a tomar decisões erradas - quem já não saiu com um pensando em esquecer o outro? - e depois, como nunca tinha acontecido antes, se sente totalmente arrependida. Gostar de alguém de verdade estava sendo mais difícil do que parecia...
Dizem por Aí é o segundo volume da Série Garota <3 Garoto. Nesta série cada livro com a história de um integrante de um grupo de amigos. Agora é a vez de Ashley, seguramente a mais descolada da turma.

Assim como o primeiro volume, Ali cumpre o propósito de apresentar a vida e o quotidiano não muito corriqueiro dos jovens e suas descobertas para o amor. Relacionamentos, atos inconsequentes, insatisfação, atitudes infantis seguidas de outras muito adultas recheiam as páginas e nos fazem vivenciar os sentimentos e pensamentos da protagonista.

Neste volume achei um pouco instável a sensação de idade passado por Ashley, diferente do primeiro volume que era contado por Sarah. Agora não senti uma constância tão grande nas atitudes, para me fazer enxergar Ashley sempre com a mesma idade. Em alguns momentos ela parecia uma criança birrenta, em outras parecia uma jovem adulta de vinte e tantos anos. Não sei se a intenção da autora era fazer parecer uma jovem inconstante e imatura, mas confesso que não me agradou muito. Não consegui traçar claramente o perfil de Ashley.

Acho muito bacana a troca de enfoque que este tipo de série apresenta. Algumas cenas apresentadas no volume um são comentados agora, mas desta vez sob a perspectiva de outra personagem. Os livros são narrados em primeira pessoa então tive a sensação de estar assistindo a um filme, que simplesmente troca a câmera e deixa de mostrar uma perspectiva para nos apresentar outra. Gera uma dinamicidade muito bacana.

Mais uma vez a leitura é fluída e rápida. a autora apresenta a história de forma envolvente despretensiosa, leve e engraçado em muitos pontos. É um livro gostoso de ler. Mesmo que claramente voltado ao público teen, ele pode ser lido e pode agradar pessoas de todas as idades, que queiram uma leitura fácil e ágil.

A diagramação é boa, fonte em tamanho ideal e páginas amarelas. Desta vez não encontrei erros. Uma coisa que não comentei no primeiro volume: A capa é interessante, com uma imagem monocromática no fundo que indica o binômio amor e juventude, que é a tônica da série. É uma capa bastante pertinente. Mas o que me chama de fato a atenção é o toque aveludado que ela tem. Tenho alguns livros com esta textura de capa e posso dizer que é a que mais gosto. ;)

A série é composta por 6 livros, cada vez contando a história de um dos amigos: Sarah, Ashley, Cass, Donna, Ollie, Rich e Jack. Estou curiosa pelos seguintes porque em cada livro nós podemos conhecer um pouquinho do perfil de cada um, pelo seu relacionamento com o personagem central. Então saber como cada um de fato enxerga a vida, os relacionamentos a família e a amizade vai ser uma experiência divertida.

Recomendo a leitura!

Esta resenha foi redigida por mim para o Site Entrando Numa Fria, do qual sou colaboradora. O livro foi cedido pela Editora Seguinte.



Resenha | Nada é Para Sempre, de Ali Cronin [por Nadja Moreno]

Título: Nada é Para Sempre
Autora: Ali Cronin
Editora: Seguinte
Páginas: 271
Skoob
Avaliação: 
Cass é a namorada fiel. Ashley não leva nada a sério. Donna é festeira. Ollie é mulherengo. Jack é esportista. Rich talvez seja gay. Mas e Sarah? Os amigos sempre tiram sarro dela por ser certinha demais, mas ela só está esperando pelo cara certo e agora tem certeza de que o encontrou. Será que ele sente a mesma coisa? Ou tudo não passa de uma paixão de verão? Acompanhe o emocionante último ano de escola de quatro garotas e três garotos de dezoito anos.

Nada é Para Sempre é um livro que poderia ser considerado autobiográfico para qualquer adolescente. Ali retrata em suas páginas as angústias, temores, alegrias, esperanças e desesperanças – e desesperos – de uma adolescente quando começa a se descobrir para os relacionamentos.

Sarah, protagonista desta história é uma adolescente de 17 anos. Possui muitos amigos fiéis, com atitudes nem tão fiéis assim em alguns momentos, assim como quase todas garotas desta idade. É filha de pais amorosos que confiam nela, irmã de um garoto ‘chato’… todos eles são chatos quando somos adolescentes, em especial se são mais novos.

Em uma viagem de férias Sarah conhece Joe, um rapaz um pouco mais velho, descolado, universitário e, para complicar tudo, lindo e sedutor. Sarah logo fica envolvida por ele e aí os problemas acontecem.

Não acontece na verdade nada extraordinário, nada muito além das ansiedades naturais desta fase, as inseguranças quanto aos sentimentos e o medo. Medos que muitas vezes parecem sem sentido, mas que na fase adolescente faz com que pareça que o mundo vai cair. Por isso comento que pode ser biográfico. Acontece de tudo! Mas não acontece nada demais, assim como parece ser a vida das adolescentes. Ali escreve de forma clara, simples, dinâmica e direta. É um livro rápido e cadenciado.

Somente senti uma falha no sentido de tratar o sexo com tanta clareza e com alguns detalhes e termos que achei que poderiam ter sido evitados, visto que é um livro diretamente direcionado para o público teen. Sim, sei que soou meio conservador de minha parte, mas tentei me ver com 17 anos lendo as páginas e acho, só acho, que me sentiria desconfortável com alguns detalhes.

Fora isso, o livro é bem gostoso de se ler, clichê e previsível, mas a proposta da trama era exatamente esta. Retratar a adolescência e seus dissabores e sustos no campo do coração, sem ser clichê ou previsível é um ato impossível se não se quer pender para a fantasia! Portanto, o livro cumpre o que promete.

A diagramação é boa, mas encontrei alguns errinhos básicos. A capa é muito bacana, gosto muito das cores e dinamicidade que ela apresenta. Aliás, todas as capas da série garota<3garoto são muito bacanas.

A série é composta por seis volumes, e em breve você poderá ler a resenha de cada um deles aqui no Escrev'Arte. Aguardem!

Esta resenha foi redigida por mim para o site Entrando Numa Fria, da qual sou colaboradora. O livro foi gentilmente cedido pela Editora Seguinte.

Resenha | O Tesouro da Encantadora | Caroline Carlson

Título: O Tesouro da Encantadora - A Quase Honrosa Liga de Piratas
Autora: Caroline Carlson
Editora: Seguinte
Páginas: 400
Skoob
Avaliação:
Quando Hilary decidiu que queria ser pirata, nem imaginava que estava prestes a participar da caça ao maior tesouro de todos os tempos. Afinal, tudo o que a preocupava era fugir da Escola da Senhorita Pimm para Damas Delicadas. Hilary não via utilidade nenhuma nas lições da srta. Pimm e queria se juntar à Quase Honrosa Liga de Piratas. Qualificações não lhe faltavam, mas a Liga não admitia garotas em sua equipe de algozes e pilantras. Decidida a partir para alto-mar a qualquer custo, Hilary logo se vê no meio de uma aventura marítima em busca do tesouro mais valioso do reino: o tesouro da Encantadora. Para encontrá-lo, ela contará com um mapa sem X e precisará enfrentar o mais traiçoeiro - e surpreendente - vilão de todos os mares.



Fantástico!!

O Tesouro da Encantadora, primeiro volume da série A Quase Honrosa Liga dos Piratas é um livro delicioso de se ler. Conta as aventuras de Hilary, uma garota da alta sociedade de Augusta. Porém ela nunca foi delicada e primorosa como se esperaria de uma jovem dama como ela. Pelo contrário, seu sonho era ser pirata. Sua aventura começa quando ela decide ir em busca do sonho, ainda que a Quase Honrosa Liga de Piratas tenha informado categoricamente que não aceita mulheres, muito menos garotinhas.

Caroline Carlson (a autora) junta magia, pirataria e alta sociedade de uma forma primorosa. Histórias de piratas são até comuns, mas em O Tesouro da Encantadora elas me ganharam. Me jogaram de cabeça no mundo da pirataria e me apaixonei por eles de uma forma mágica e fascinante. Se no final de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” eu fiquei desejando que uma coruja aparecesse em minha janela com uma carta no bico, agora meu desejo é viver no litoral só para me sentar na areia e esperar um navio vindo ao longe com uma bandeira esvoaçante, ilustrando a figura de uma caveira e dois ossos cruzados.

Os personagens são todos muito bem formados e suas características são marcantes. Nenhum passou desapercebido pela trama. Os piratas em nada se parecem com os maldosos de Peter Pan, lembram mais os excêntricos de Piratas do Caribe. Inclusive Jasper Fletcher, “O Terror das Terras do Sul”, lembra muito Jack Sparrow: Bravo, um tanto quanto atrapalhado, excêntrico, engraçado e apaixonante. Até mesmo a mãe de Hilary, que vive dentro do guarda-roupas tem seu momento de glória em uma certa situação, já lá pelo final de tudo.

Durante toda a trama sempre somos brindados com cartas, formulários diversos, informativos periódicos das terras de Augusta e manuais. Algumas dicas dos manuais e discussões por via das cartas me causaram boas risadas. O livro todo é assim, difícil passar algumas páginas sem que você tenha um sorriso ou risada roubados. Preciso até informar que nunca mais vou olhar uma beterraba com os mesmos olhos depois de ler O Tesouro da Encantadora.


- Ah – Charlie disse. – O covil dos Pilantras?
- Exatamente.
- Espere um pouco – Hilary disse. – O que é o Covil dos Pilantras?
Jasper olhou para Hilary como se tivesse nascido uma segunda cabeça nela.
- É um covil. De pilantras.

Apesar de ser uma série e algumas amarras terem sido deixadas para a sequencia – tem até uma edição de “A Mexericada de Augusta” contando as últimas novidades no final do livro, que nos dá uma breve noção do que nos aguarda adiante – o livro não fica sem terminar, a aventura é resolvida, as coisas se ajeitam e fica tudo bem. Bom ler livros assim, que nos deixa doidos pela continuação, mas que não nos obriga a ficar passando mal por terminar sem fim. Se esta proposta acontece por ser um livro feito para o público infantojuvenil, posso dizer que aprovo e o nomeio, por minha própria conta e risco, como um livro para toda e qualquer idade. Absolutamente sem distinção.

A tradução de Ricardo Gouveia foi feita com muito cuidado. Como existem passagens engraçadas ao longo de todo o livro, era preciso adaptar certas frases e jargões para serem condizentes à nossa realidade. Não há uma só frase que pareça sem sentido e nem uma só expressão que não seja claramente entendida por qualquer nascido e criado nas Terras Tupiniquins.

A edição promete. Levando em conta que o exemplar que estou em mãos é somente a prova para divulgação, posso dizer que a edição oficial vai ser incrível!

Se você ficou maluco para ler O Tesouro da Encantadora, sugiro que se organize e já reserve seu volume. A obra será lançada no final deste mês, no dia 31, e posso dizer que muito em breve sua edição será procurada com o mesmo afinco que os piratas em busca do prêmio debaixo do X no Mapa do Tesouro! Portanto, eu, se fosse você, não deixaria para a última hora.

Arr! E tudo de bom.

Esta resenha foi originalmente redigida por mim para o site Entrando Numa Fria, da qual sou colaboradora. Visite e comente o post original clicando aqui