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[Coluna] Pelo Avesso - Desritmado [por Antonio Abj]

Desritmado

Dentre outras coisas, não tenho nada a dizer. Pode parecer estranho, mas essa é a realidade. E a realidade às vezes é mais estranha que parece. No mais, me encontro com uma vontade imensa de fazer algo que não consigo identificar. Essa ansiedade por esse algo desconhecido corrói e num simplicíssimo segundo o coração acelera os batimentos aumentam o calor aumenta e dias anos meses décadas e séculos se passam mas os ponteiros do relógio parecem criaturas friorentas que não se movem para manter a temperatura o mais agradável possível.


É impossível controlar essa reação que me deixa com respiração ofegante. E tudo se acelera ainda mais quando começo a pensar em coisas que estão próximas a acontecer e que poderiam ser o motivo de todo esse sufoco. Durante esse tempo tudo parece fazer sentido mas o ritmo acelera ainda mais. A sensação é a de estar acorrentado em uma cadeira dentro de um elevador caindo por falhas de segurança com olhos vendados e o pior de tudo no vácuo onde o som não se propaga e ninguém poderia me ouvir. Talvez seja difícil entender, mas há coisas que acalmam. Mesmo que você passe quase uma vida inteira, em algum momento você descobre o que pode te tranquilizar e deixar de lado o desconforto(?) causado por esse incrível efeito do pensamento apressado.

Descobrir a tranquilidade porém ainda não é a solução. Se você já sabe o que te acalma, basta que você não se deixe iniciar a sensação fazendo as atividades que te deixam mais zen. Não é mesmo? Não. Você precisa dessa sensação pra descobrir o que é o desconforto. Não há tranquilidade sem nervosismo. A ansiedade é um mal necessário. Só precisamos saber para que. 

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[Coluna] Pelo Avesso - Atraso

Olá Leitores Escrev'Arte!

O mês de abril terminou. E com ele terminou também o bimestre escolar. E na correria do fim de bimestre, acabei me esquecendo do texto da coluna. Putz. E agora? Como se não bastasse, um bloqueio criativo sobrevoava minha mente. Agora ferrou! Não consegui assistir aos filmes que queria comentar, os assuntos que me vinham na cabeça provocavam certa insegurança. E agora, quem poderá me defender? Eis que uma luz surge em minha mente enquanto escrevia esse parágrafo. E deixo bem claro: o texto dessa semana não é meu. Resolvi juntar trechos de livros, músicas e filmes que podem parecer aleatórios, mas tem grande significado. E o resultado você confere logo abaixo. Você seria capaz de identificar os livros, filmes e músicas apenas por trechos deles? Tem algum outro trecho de algum autor ou de autoria própria que gostaria que fizesse parte? Escreva nos comentários.

A vida não é um mar de rosas. As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins porque o que amadurece plenamente pode, apodrecer. Em todo caso o futuro parecia vir a ser muito melhor. Pelo menos o futuro tinha a vantagem de não ser o presente, sempre há um melhor para o ruim. E isso é só uma parte do que você vai observar nessa jornada. Entre outras coisas, você vai descobrir que não é a primeira pessoa a ficar confusa e assustada, e até enojada, pelo comportamento humano. Você não está de maneira nenhuma sozinho nesse terreno, e se sentirá estimulado e entusiasmado quando souber disso. Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?

Caminhamos para uma grande queda. Um tipo especial de queda, um tipo horrível. O homem que cai não consegue nem mesmo ouvir o baque do seu corpo no fundo. Apenas cai e cai. A coisa toda se aplica aos homens que, num momento ou outro de suas vidas, procuram alguma coisa que seu próprio meio não pode lhes proporcionar. Ou que pensavam que seu próprio meio não poderia lhes proporcionar. Por isso, abandonam a busca. Abandonam a busca antes de começá-la de verdade.

Isso é válido para a procura da felicidade. Muitas vezes perdemos a possibilidade de felicidade de tanto nos prepararmos para recebê-la. Por que então não agarrá-la toda de uma vez? 

Talvez tudo que tenhamos é medo. Ou dúvida. Com certeza também podemos duvidar. Mas precisamos ultrapassá-la. Escolher a dúvida como filosofia de vida equivale a escolher a imobilidade como meio de transporte. Podemos fazer diferente. Temos a liberdade. A liberdade é um dos mais preciosos dons que os homens receberam dos céus. Com ela não podem igualar-se os tesouros que a terra encerra nem que o mar cobre; pela liberdade, assim como pela honra, se pode e deve aventurar a vida, e, pelo contrário, o cativeiro é o maior mal que pôde vir aos homens.

O medo corrói. A verdade dói. Talvez apenas nos preocupemos demais com o que os outros pensam. Talvez estejamos certos. A primeira impressão é a que fica; tudo o que vier depois vai se adequar a ela. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos - sou eu que escrevo o que estou escrevendo. Deus é o mundo. A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. E que a minha loucura seja perdoada. Pois metade de mim é amor. E a outra metade também.



A hora da estrela – Clarice Lispector
O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger
Orgulho e Preconceito - Jane Austen
As Aventuras de Pi - Yann Martel
Dom Quixote de La Mancha - Miguel de Cervantes
Metade – Oswaldo Montenegro



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[Coluna] Pelo Avesso - Human Seris

Humanus Seris

Os Humanus Seris são uma curiosa espécie animal conhecida principalmente pela capacidade de pensar e manifestar seus pensamentos através de palavras, gestos, expressões, ou seja, não agem conforme o instinto. Uma das maiores habilidades desses seres é a capacidade de mentir. Do ponto de vista científico, mentir não faz com que os seres sejam inferiorizados. Pelo contrário, a capacidade de mentir os torna cada vez mais criativos. Essa criatividade nas mentiras é responsável por elaborar as mais fantasiosas histórias e ficções. Histórias essas que nos colocam em um novo universo. Um universo realimaginário (real- a veracidade e realidade dos fatos fazem com que o expectador mergulhem e acreditem nas informações, tornando a ficção mais legítima que o cotidiano – imaginário – pois tudo não passa de uma transmissão de ideias devaneadoras para outras mentes necessitadas de entretenimento). 

A capacidade de mentir também é utilizada no dia a dia, e está relacionada a necessidade de fugir da rotina cotidiana. Mentir é um escape da realidade que manifesta desejos, sonhos e ideias. A verdade também é uma mentira, pois para cada ser pensante há uma verdade sobre os fatos. Isso não descarta a existência de uma verdade única, porém desconhecida e só conhecida por um ser em terceira pessoa que não participa da ação. A verdade, portanto, é tida como a observação comum da maioria, o que não impede que essa observação seja uma ilusão comum a todas as mentes envolvidas no processo. Mentir, torna-se então, uma arte. Uma arte dominada por (quase) todos e que muito diz a respeito das personalidades dos Humanus Seris. Como precaução, não confundam mentir, com enganar. Quanto mentir se torna enganar, alguém sairá prejudicado.

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[Coluna] pelo Avesso - avesso mundo Um

avesso mundo Um

Falava ele que o entendia ninguém. Inteiro mundo do cientistas por estudado ser a curioso caso um, dúvidas sem Era. Porquê nem, onde certo ao sabe se não. Assim era que sabe se só. Falar de diferente jeito seu com todos a surpreendia sempre, homem o. Preconceito um então criava-se. Ligava não ele. Falante do diferente fosse ouvinte do opinião a quando existiriam sempre preconceitos que achava. Certo estar poderia.
Cidade da população da maioria pela subestimada era inteligência sua mas. Mãe sua: perfeitamente entendê-lo podia que e potencial seu em acreditava que porém pessoa uma havia. Maioria da diferente falar também de fato pelo fosse talvez. Participativo era. Cidade da eventos os todos em estava. População na alvoroço imenso um provocava, chegava quando mas. Solitário e alto, idade meia, aparência boa de, homem um era. Escrever decidiu, excluído ser de cansado. Nas palavras, carregava que peso o todo colocasse e exterior mundo do esquecesse que com fazia escrever mas, certa coisa a fosse que achou não. Escrita da através salvavam o agora, fala da através torturavam o que essas. Texto um escreveu. Textos dois escreveu. Livro um escreveu. Livro seu comprou ninguém isso por, escrevia ele que o entendia ninguém. Esforçava se ninguém talvez. Ele era não problema o que então descobriu. Público do era. Preconceitos dos livre era onde e textos seus publicar podia onde, mundo novo um descobriu. Lá feliz era. Seu só mundo era um. Próprio ele era que, seu tão mundo um era. Completo mundo um era e. Fora de ordem, mas completo.

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[Coluna] Pelo Avesso - Talvez

...Talvez...
 
Nasceu assim. E essa foi a experiência mais intensa de toda sua vida. Observar. Observava tudo e todos e fazia isso constantemente. Não podia parar. Talvez fosse característica de sua natureza humana. Talvez fosse apenas uma mania que até ali não sabia se era boa ou ruim. Sabia apenas que observava. Nenhum detalhe escapava de sua visão. Parecia ter olhos em todas as costas. Não tinha um sexto sentido. Mas observava. E enxergava. Enxergava até o que ninguém conseguia ver. Mas tinha um defeito. Tinha dois defeitos. Tinha vários defeitos. Talvez fosse característica da natureza humana. Ás vezes se pegava tentando entender o que estava tentando entender. Ás vezes procurava um amor pra sua vida. Passara toda sua vida esperando pelo grande amor. Não acreditava mais em amor. Mas ainda tinha esperança de encontrar alguém para dividir seus medos, fraquezas, desejos, sonhos. Mas pensava longe demais. Talvez estivesse certo. Talvez a vida o enganava. Não tinha certeza. E procurava. E tentava entender. E tentava entender o que estava tentando entender. E esperava. Esperava o amor. Pensava demais no que seu futuro poderia reservar. E observava. Talvez esse fosse o seu maior defeito. Pensava e observava tanto a vida dos outros que não tinha a sua. Não sabia quem era. Isso o incomodava. Mas passara a vida inteira assim. Observando, pensando, procurando, desistindo. Fazia tudo isso. Mas não vivia. Ou talvez isso fosse viver. Um dia o surpreenderam. Perguntaram na entrevista de emprego quem ele se imaginava num prazo de dez anos. Não sabia. Não sabia nem quem ele era hoje. Quem era Eutanásio Vieira? Não sabia responder algo que apenas ele saberia responder. Ninguém mais saberia. Entrou em coma. Continuou a observar. E descobriu que um nome qualquer não fazia dele alguém. E contrariando os astrólogos descobriu que sua personalidade não era condicionada pelos nomes. E que descoberta. Isso porém não mudou muito em sua vida. Ele continuava observando. Saiu do coma. Decidiu que não iria mais apenas observar. Tentou decidir. Mas já começou tomando as decisões erradas. Ou talvez fossem as certas. Decidiu que não precisava procurar alguém pra amar. Bastava amar. E fez. Porém amou a pessoa errada. Ou talvez fosse a certa. Continuou amando. Não sabia o que era o amor. Mas amava e observava. Tinha percebido que o destino reservara para ele essa observação intensa, e nem se tentasse conseguiria deixar de observar. Talvez fosse característica de sua natureza humana. E amou ainda mais. Amou aquela que tinha tudo para ser a escolhida. Outra porém surgiu para ser amada. Havia aprendido que só se podia amar uma por vez. Mas contrariava o que havia aprendido. Talvez fosse característica de sua natureza humana. Não deixou de amar. Nisso estava certo, ou não. Seu único problema foi não deixar de amar as duas, ou as três. Talvez esse não fosse o problema. Estava confuso. Entrou novamente em coma. Não sabia o que fazer. Mas fez. Observou. Era o que sabia fazer de melhor. Saiu do coma. Percebeu então que o alguém que esperava estava sempre ali. Pobre Eutanásio. Observava tudo tão bem que nem mesmo percebeu que o amor de sua vida estava ali. Valentina era seu nome. Se casaram. Tiveram filhos. Pensaram juntos. Observaram juntos. Por pouco tempo. Valentina e seus filhos morreram num acidente de carro. Destino? Acaso? Decidiu de vez que iria acabar com toda sua observação. Decidiu parar de viver. Dessa vez havia decidido. Atirou em seu próprio peito. Não morreu. Ou melhor. Morreu. Muitos anos atrás. Talvez por isso só observava. Talvez. 
 
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[Coluna] Pelo Avesso - Podemos mudar este quadro?

DICIONÁRIO

MERITOCRACIA: 1. Sistema (educacional ou administrativo) em que os mais dotados ou aptos são escolhidos e promovidos conforme seus progressos e consecuções; sistema onde o mérito pessoal determina a hierarquia.

DESIGUALDADE: 1. Em matemática, desigualdade é uma expressão que estabelece uma relação de ordem entre dois elementos. Nos números reais, esta relação é representada pelos símbolos  , significando, menor, menor ou igual, maior, maior ou igual, respectivamente. De forma mais geral, também podem ser incluídas nas desigualdades expressões contendo a relação de diferença.



INJUSTIÇA: 1. É a falta ou ausência de justiça, seja em referência a um evento, ato ou situação de fato. Pode estar referida a um sujeito ou grupo social.

Durante muito tempo, os textos postados nessa coluna, se referiam especialmente a conflitos do próprio eu. O ego era o centro e o principal objetivo era provocar reflexão sobre si mesmo. Como temos necessidade constante de mudança, eis que surge uma nova necessidade. A necessidade de provocar a reflexão sobre assuntos que interferem diretamente a sociedade. O que antes era individual, se torna agora coletivo. Não deixarei de relatar conflitos egocêntricos, mas nesse novo ano nosso foco será diferente.
No início desse texto, apresentei três definições que podem ser encontradas facilmente na internet, numa rápida Googleada. Não é difícil relacionar tais definições.

A meritocracia é aplicada em nossa sociedade nos mais diversos ramos, incluindo o meio de acesso a universidades federais e outros programas do governo. Ela porém é um mito.

“Ela é um mito por causa dos efeitos combinados de fatores não meritocráticos como herança, vantagens sociais e culturais, oportunidades educacionais desiguais, sorte e a estrutura flutuante das oportunidades de emprego, declínio do emprego por conta própria, discriminação em todas as suas formas.” (O Mito da Meritocracia, Stephen J. McNamee, Robert K. Miller, Jr.)

Assim, temos um quadro de desigualdade social que coloca nosso país em sétimo lugar no ranking da mesma. E aí? O que podemos fazer para mudar esse quadro? Será mesmo que podemos mudar esse quadro? O objetivo desse texto é criar o espaço de discussão. Portanto, não só leia, comente. A observação é uma experiência valiosa para o ser humano, mas a acomodação é prejudicial para a alma e para a sociedade.

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[Coluna] Pelo Avesso - Noticiário

NOTICIÁRIO 
 
SE ARREPENDIMENTO MATASSE...  
 O atual ministro da Sentimentação declarou nessa quinta-feira que não culpa o arrependimento pelas dores que ele causa. “Nos dias atuais não podemos desperdiçar tempo pensando antes de fazer ou falar. O arrependimento é natural. Se mesmo sabendo que está tudo bem, o medo de tudo não estar tão bem quanto antes, não se preocupe. É para isso que o Ministério da Recuperação será criado”. O Ministro declarou ainda que se as pessoas querem se arrepender que seja do que elas não fizeram.
 
RENÚNCIA
O Presidente da República Federativa do Eu, Amor Sampaio, renunciou nessa quarta-feira seu mandato, após desentendimentos dos ministros dos Relacionamentos. “O Amor está arruinado”, declarou o primeiro ministro. Após o rompimento da relação, a Saudade assumirá a presidência. O ex-presidente preferiu não se pronunciar.

INICIATIVAS
Depois de uma busca de parcerias, o Instituto Eu concluiu que não se faz nada sozinho, mas a busca e iniciativas individuais são extremamente importantes para a realização de seus desejos. A pesquisa foi realizada em mais de 20 países e obteve os mesmos resultados em pelo menos 20 deles. A partir de agora todas as iniciativas do Instituto serão realizadas inicialmente individualmente e sem consultas ao horóscopo.

ROUBO
Colunista tem pedaço de seu texto roubado nesse domingo. Os trechos roubados ainda não foram recuperados, mas um trabalho cerebral intensivo já foi iniciado. Enquanto as partes estiverem desaparecidas, esse parágrafo será colocado no lugar.


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[Coluna] Pelo Avesso - O que nos Move...


O que nos move?

Não. A resposta não são pernas e pés, automóveis, motocicletas, trens, ou qualquer outro meio de locomoção. Mais poderoso que tais meios é a ferramenta que faz com que você consiga ler tais palavras e refletir sobre elas. Sim. Parece meio óbvio, mas o principal responsável em fazer com que passemos mais um dia, e que lutemos para realizar nossos sonhos é nosso cérebro. A verdade é que ainda continua um mistério qual força faz com que levantemos da cama pela manhã e nos sacrificamos em tarefas rotineiras, diárias, cansativas, humilhantes, sucedidas, e demais adjetivos que não preciso citar pois nossa vida é mais parecida do que conseguimos imaginar. O que nos faz aceitar o fracasso, conviver com decepções e provocações da vida? Ironicamente, a resposta, até então desconhecida, está na pergunta anterior. 


Provocações. Provocar. Desafiar. Instigar. Incitar. Estimular. Mil sinônimos poderiam ser citados, mas não me sinto desafiado o suficiente para isso. A principal provocação de nossas vidas é a busca da felicidade. Buscamos incansavelmente algo que já temos. E queremos sempre mais. Quanta ambição Sr. Humano. Queremos realizações, conquistas, sucesso, fama, dinheiro, “amor”, e ainda temos capacidade de dizer no fim de tudo: a felicidade não encontrei. Realizações são realizações. Conquistas são conquistas. Sucesso é sucesso. Dinheiro é dinheiro. Felicidade é só questão de ser.

E as provocações nunca param. Mas chegam ao fim. Tudo na vida chega a um fim. O fim do livro. O fim da música. O fim dos tempos. O fim do mundo. O fim da linha. O fim do biscoito/bolacha. O fim do dia. O fim de uma história. Em fim, o fim sempre está lá. Mesmo que não saibamos quando, ele existe. A existência não depende do conhecimento para existir. Depende de crer. E se for pra crer, que seja na felicidade e no enquanto durar, e não no fim.

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[Coluna] Pelo Avesso

AMOR ESTÁ PARA ROMA,
ASSIM COMO FALTA DELE ESTÁ PARA VAZIO

Não acredito no amor. Amor é uma atração disfarçada. Mas o amor existe. Disso eu tenho certeza. Mesmo que ele seja apenas afeto que se adquire com o tempo. Se não fosse amor não deixaria aquela saudade depois de 7 meses de namoro. Pareço um sem coração. Não quero destruir suas ilusões. Mas o amor não existe. Se ele existisse a dor que ele me causa já teria me matado. Já tentei Doril, Rivotril... Nada. Não há remédio que cure. Pensando bem a culpa não é do amor. É do meu romantismo. Ele só me serviu pra parecer mais idiota. Ninguém quer saber de romantismo. Mas um dia ele vai prestar. Haverá alguém que goste. Alguém que aceite embarcar com você numa aventura desconhecia. Isso é o amor. É, o amor existe. O que nos falta é coragem e maturidade. Mesmo sabendo que não passa de um resfriado, você se entrega, se ilude e no fim, é só saudade. Talvez você não queira se arriscar. O medo pode ser mais forte. Mas você só tem a ganhar. Se der errado, você terá mais de 6 bilhões de pessoas pra recomeçar. Mas aí não é amor. Se fosse amor, haveria persistência. No duro, o erro do amor, é o apego. O conforto. A esperança que ele traz. Se der errado você recomeça com outra pessoa. Não é amor mesmo. Você poderia até ser mais feliz. Mas não depende só de você. Se formos analisar, é melhor que essa coisa de amor não exista mesmo. Meus estudos, minha vida, tudo seria bagunçado demais.

Estou feliz assim. Mas esse é o maior problema do ser humano. Querer sempre mais. Você sempre acha que o que não é rotina pode te fazer mais feliz. Que o que nunca foi experimentado possa te trazer novas sensações. Você cria expectativas e pra completar se elas não forem supridas entra pela porta da frente um ser que está sempre presente nas galáxias da vida, a decepção. Você nunca vai estar preparado para uma decepção.

Que confusão. Já nem sei do que estávamos falando. Tudo que sei é que temos um problema. Quem não tem problemas? O nosso problema é iniciativa e coragem pra resolver o problema. O problema é que sabemos a solução do problema, mas não aplicamos. Talvez seja medo. Talvez medo seja a solução. Talvez não exista um problema. Mas tenho certeza que o amor não existe. Se ele existe mesmo, por que é que ainda não apareceu pra mim? Acredito mais em papai Noel que no amor. Eles estão sempre nos shoppings em dezembro. Já o amor... Será mesmo que eu não percebi? Não, eu não vi o amor. O que existe são coincidências. O amor precisa da sorte. De um trato certo com o tempo. Pra que o momento do encontro seja pra dois o exato momento. Preciso de um trevo de quatro folhas. De fato, a sorte não sorri pra mim. Momentos não faltaram. Momentos em que eu tinha certeza que o amor estava ali. Mas não, ele não estava. Pra ser amor tem que ser completo. Tem que vir de duas partes. De dois meios. Pra cobrir o vazio do outro. É. O amor existe. Mas tem medo de amar.

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[Coluna] Pelo Avesso

Olá amigos!

Essa é a última segunda do ano. E como consequência, essa é a última coluna do ano também. Gostaria de agradecer a todos por terem lido com carinho os textos e comentado em cada um deles. Agradeço também a Nadja que me deu essa oportunidade.

Como essa é uma segunda especial, teremos Pelo Avesso em dose dupla. Primeiro trouxe uma indicação de curta metragem para se assistir com a família e começar um ano com pensamentos diferentes. Depois, temos nosso texto da quinzena. Desejo a todos um próspero ano novo e até o próximo ano.



UM FATO SOBRE HARVEK MILOSZ KRUMPETSK

Título: Harvie Krumpet

Ano de Produção: 2003

Elenco: Geoffrey Rush – Narrador (voz) | John Flaus – Harvie (voz) | Julie Forsyth – Harvie bebe / Liliana / Cantor da igreja (voz) | Kamahl – Estátua

O curta metragem de aproximadamente vinte e três minutos, é uma animação escrita e dirigida por Adam Elliot, colecionador de mais de cem prêmios. A história de Harvek Milosz Krumpetski, filho de um lenhador e uma mulher obcecada por contar os dedos, apresenta um exemplo de superação e acima de tudo otimismo. Harvek é diagnosticado com a síndrome de Tourette e devido às dificuldades de relacionamento na escola, é alfabetizado pela mãe de uma maneira diferente: Harvek aprendia o mundo e a vida através de “fatos”. Após a morte dos pais e invasão dos alemães, Harvek vai para a Austrália, onde muda seu nome para Harvie Krumpet e tenta recomeçar sua vida. O destino porém não dá muitas esperanças e Harvie é atingido por um raio e perde um de seus testículos. Apesar de tudo, o protagonista que vive com um modo de vida próprio e excêntrico, se casa com uma enfermeira e permanece sempre otimista e com seu livro de “fatos” no pescoço. Diante de tanta má sorte, Harvie ultrapassa todas as barreiras e padrões convencionais deixando um dos principais fatos apresentados no curta metragem: o estilo de vida Krumpet é um exemplo que deve ser seguido e jamais esquecido.



TUDO NOVO DE NOVO


E a morte mais uma vez se faz presente. O renascer porém, traz infinita paz e inabalável esperança. Uma luz se apaga e muitas outras se acendem num único segundo. Sim, faz parte do ciclo. Um ano se encerra e um novo saldo de trezentos e sessenta e cinco dias são depositados igualmente, fraternalmente entre todos os mais de sete bilhões de habitantes do adorável planeta Terra. Se 2013 não correspondeu às suas expectativas, um novo ano surge com novas oportunidades, janelas, horizontes.

Além disso, milhões de metas e objetivos (nem sempre cumpridos) são determinados. Pobre homem, mal sabe que existem outros 365 dias para se estabelecerem metas e promessas. Melhor ainda, 365 dias para cumpri-las. E quantas expectativas são criadas. Junto com elas uma grande ilusão cega nossos olhos para o que é essencial. Não crie expectativas, alimente seus sonhos se esforçando para realiza-los. Não alimente seus sonhos apenas no primeiro dia do ano. Veja cada dia como uma nova chance de se fazer tudo que sempre quis fazer. Não adie o que se pode fazer agora. O futuro é tão incerto quanto as previsões maias. Procure se divertir com opções de entretenimento sadio selecionando sempre as atividades e programas que farão bem para o corpo e para a mente. Saiba discernir o que é favorável e o que não é favorável. Procure fazer novas amizades. Já imaginou fazer um novo amigo a cada dia? Valorize os amigos que já se encontram no caminho. Eles são a fonte mais preciosa de conselho, paciência, diversão, do verdadeiro amor. Não deixe guardado do lado esquerdo do peito o que você pode levar e usar sempre com você. Não culpe o ano que acabou por trazer dores ou perdas. Elas podem acontecer a qualquer momento, em qualquer ano. 

Lembre-se de todas as experiências boas e tire suas conclusões das ruins. Nesses momentos encontramos lições preciosas que devem ser repassadas para todas as gerações. Não tenha medo do ridículo. Ridículo é ter medo de ser quem você é. Procure identificar e corrigir seus defeitos, e utilizar suas qualidades positivas e negativas a seu favor. Você pode e deve estabelecer como se toca e se dança a música da vida. Antes de confiar demais nas pessoas, confie em si mesmo. Faça boas ações sem esperar nada em troca. Que neste novo ano você possa rir sem perceber, e encontrar o lugar onde o sol brilha pra você. A felicidade está nos pequenos gestos e coisas da vida. Felicidade é só questão de ser. Não deixe que a saudade de 2013 te impeça de fazer 2014 valer a pena. Desejo um ano coberto de realizações e muita esperança.

“Que as pessoas que eu amo, sejam pra sempre amadas, mesmo que distante, pois metade de mim é partida, a outra metade é saudade. Que a tensão que me corrói por dentro, seja um dia recompensada, porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria, pra me fazer aquietar o espírito. E que o seu silêncio me fale cada vez mais, pois metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço. Que a arte me aponte uma resposta, mesmo que ela mesma não saiba. E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer, pois metade de mim é plateia, a outra metade é canção. Que a minha loucura seja perdoada, pois metade de mim é amor. E a outra metade também.” (Adaptado – Oswaldo Montenegro)

Redigido por                          

[Coluna] Pelo Avesso





(Sem Título)



Palavras são aqueles amontoados de letras que juntas e em certa ordem expressam o amor que você tem, ou a hipocrisia camuflada por trás do discurso. Palavras são aqueles monstros que podem destruir, amaldiçoar, aterrorizar a vida de muita gente. Palavras são os heróis que salvam, purificam e promovem a paz naquele lugar. Palavras são um reino encantado, onde a fantasia predomina e dela provem a esperança e harmonia. Palavras são um jardim com as mais diversas flores, algumas com espinhos, outras sem. Palavras são palhaços que arrancam sorrisos e trazem à tona a alegria e felicidade. Palavras são filmes que podem te proporcionar as mais diversas emoções quando a ideia central é percebida e absorvida com sucesso. Palavras são mestres que com sua sabedoria te fazem refletir e acreditar em pensamentos que farão sentido mesmo que se saiba que ele não existe. Palavras são moinhos. Palavras são o céu, a terra. O sol, a lua. O paraíso, o inferno. O belo, o feio. O simples, o complexo. O amor, a injustiça. A verdade, a hipocrisia. O certo, o talvez. A confiança, o receio.
Palavras constroem universos, assim como podem destruí-los. Fazem luz, abrem as trevas. Sem elas, esse pequeno e simples texto não existiria. Já imaginou um mundo sem palavras? O que seria da humanidade? É. Não dá pra medir a força das palavras. Mas nem sempre palavras são deuses. Os que nisso acreditam, desconhecem o poder do silêncio.

Redigido por Antonio ABJ     


 

[Coluna] Pelo Avesso


AH! O AMOR!

Ah! O amor! Chegou! Melhor dizendo, aconteceu! Aquele que parecia frio, calculista e crítico, se mostrou um eterno romântico. Talvez o último. Talvez o único. Não importava. Tinha esperado por aquilo, quase sua vida inteira. Guardava todo aquele sentimento escondido bem no fundo, tão profundo que se tornava invisível a olho nu. Observava o tempo todo esse mesmo amor camuflado nos outros e achava tão natural. Essa naturalidade porém, abrigava um sentimento que o dominava. Sentimento que preenchia seu ser com um vazio. Se sentia só. Sozinho. Nessa solidão se perdia elaborando as mais diversas teorias sobre o amor. Teorias essas que não se aplicavam a si mesmo. Tentava encontrar um motivo para tal erro. Por muito tempo achou que a culpa fosse da sorte. Ou do destino. Chegou à conclusão que o amor era uma grandeza vetorial que provinha de uma fórmula física-matemática-filosófica-geográfica que se resumia em


AMOR = I * T * C * F,

onde I = Intensidade, T = Tempo de convivência, C = confiança e F = constante que varia conforme elementos indeterminados pela natureza humana. Tentou aplicar a fórmula em sua vida e viu que era impossível obter algo maior que zero. Mesmo escondida, intensidade tinha de sobra. Faltava confiança. Newton jamais perdoaria uma falta de confiança. Um elemento zerado, fazia todo aquele amor ocultado um nada. Precisava descobrir o que fazer para libertar essa força existente dentro de si mesmo. Na verdade, já sabia o que fazer. Sempre soube. Talvez tivesse receio. O novo é misterioso para o ser humano. Mas é atraente.

Com o tempo, viu que não poderia mais adiar a criação da confiança. Se não a fizesse agora, talvez nunca mais tivesse essa oportunidade. E teve fé. A fé não estava incluída na fórmula, mas seria impossível obter confiança se não acreditasse no que pensava, se não acreditasse em si mesmo. A confiança foi aumentando cada vez mais tornando possível o cálculo do amor. Simplificando a expressão descobriu então, AMOR = 1. Aconteceu! Estava apaixonado! Finalmente, felizmente, sabiamente, cautelosamente, sinceramente, aconteceu! Era tudo que precisava a vida toda. Teve a melhor sensação já experimentada em toda sua vida. Fazia aquilo de uma maneira tão natural que parecia que fazia desde que nasceu. Não podia discordar. Mandava flores. Escrevia cartas. Recebia flores (quem foi que disse que flores são para mulheres?). Recebia cartas. Ia ao cinema. Fazia tudo que sempre quis fazer e que antes tinha medo da opinião alheia, ou falta de confiança. Havia descoberto do dia pra noite a felicidade. O que sempre havia observado nos outros, agora estava com ele. O amor que procurava encontrar em outra pessoa, estava em si mesmo. Desde então, amou a si mesmo como se o amanhã é incerto. Precisava amar a si mesmo. Precisava saber mostrar o amor, para que pudesse amar. Estava apaixonado. Era um amor sem fim.

Antonio ABJ.

Redigido por:

[Coluna] Pelo Avesso


Olá leitores do Escrev'Arte! Em primeiro lugar gostaria de agradecer as boas-vindas e a todos os comentários do primeiro texto. Fiquei muito feliz com todos os elogios. Infelizmente, não pude respondê-los devido ao problema já explicado pela Nadja. Espero que continuem comentando e interagindo, e que gostem do texto de hoje. Abraços. Antonio Abj.

O outro lado da vida por Antonio Abj 

Tudo aconteceu muito de repente. Estava em casa como muita gente faz num dia de domingo. Ela chegou. Sua aparência não era nada assustadora como dizem por aí. Muito pelo contrário. Quando abri a porta me deparei com a mulher mas me perdoem pela palavra. Era impossível ter medo. Sim. Eu morri. Desde que nasci eu já sabia que esse seria meu fim. Nesse momento me questionei por que é que eu ainda vivia. Conclusões? Tire as suas pois as minhas ainda não foram concluídas. Talvez seja pelo simples desejo de alimentar o desejo de viver. Ou talvez seja apenas para alimentar a esperança de ter seus planos e desejos clichês de todo ser humano realizados. Não sei. Prefiro não saber.

Se a morte anda a cavalo, também não sei. Ela me buscou de fusca. E sua simplicidade era tudo que me fazia feliz. Isso. Esse era o motivo que me mantinha vivo. A busca da felicidade. Apenas a busca. Vivemos cada dia buscando algo que não percebemos quando temos. A cada dia que passa não estamos com mais um dia de vida, e sim um dia mais próximo do dia em que tudo se acaba. Ou quase tudo. Acabar.

Tudo se acabou naturalmente. Mas eu poderia morrer atropelado ao atravessar a rua. Ou com um raio que atingiu minha casa num dia de tempestade. Eu mesmo poderia acabar com tudo. Na verdade tudo já estava acabado havia meses. Só me restavam as lembranças.

Eu nunca me mataria. Se fosse pra matar eu mataria a fome mundial. Mataria o pré-julgamento e o preconceito das pessoas. Mataria a traição. A hipocrisia. Mataria o exibicionismo e os padrões de beleza. Exterminaria de vez todos os padrões impostos pela sociedade. Mataria. Verbo do futuro do pretérito. O futuro não me pertence mais. Talvez seja melhor assim. Sem tudo isso o homem não seria homem. Seria o fim do mundo.

Redigido por:

[Coluna] Pelo Avesso por Antonio ABJ

Oi pessoal! Tudo bem?

Nos últimos meses o Escrev'Arte tem buscado colaboradores para uma coluna semanal. Infelizmente, mesmo com interesse e dedicação, os dois caros amigos que ajudaram aqui não puderam continuar. Eu entendo, não é só o meu relógio que anda acelerado, tem muita gente aí tentando correr contra o tempo para colocar suas obrigações em dia, não é? ;)

Mas é claro que sempre tem quem consiga inserir mais uma coisinha ou outra à sua rotina, sou exemplo disso, que protelei por 1 mês as postagens rotineiras no blog com receio de começar e depois não conseguir dar continuidade. No fim, deu tudo certo... Ainda bem, porque o blog é minha paixão!

Então hoje venho contar para vocês que TEMOS UM NOVO COLUNISTA!!! êêêêêêê \o/

Segue abaixo a primeira postagem da coluna PELO AVESSO... Divirtam-se. ;)








 

Apresentações feitas, vamos à enquete: "Qual o assunto deveria ser abordado?"
Três opções foram lançadas:

1- O Sentido da Vida e as Indagações do Ser Humano
2- Amor, Conquista, Fidelidade e Traição
3- Destino e Previsões para o Futuro: acreditar ou não acreditar? Eis a questão.

A terceira opção foi a mais votada, portanto vamos ao texto... Espero que gostem e comentem!




Aos Seus Senhores Destinos


Espero que todos estejam preparados para o que vou falar. Eu prevejo o futuro. E se querem mesmo saber a verdade de uma vez por todas, a verdade é que todos nós estamos predestinados a acreditar em uma porção de coisas sobre as quais não conhecemos e temos um desejo constante de saber. Predestinados. Tudo bem que não é preciso ser vidente pra saber. Mas garanto que num futuro próximo você estará lendo essa frase. Ou melhor, estava. Agora aquilo é passado e pode ser que não nos convenha falar sobre ele. Nesse exato momento só nos interessa o futuro.


Futuro, caso você não saiba é aquele tempo em que as coisas são incertas e tudo pode acontecer. O futuro é aquele tempo que você imaginava quando ainda era uma criança. Aquele tempo que agora é presente. Aquele tempo que num futuro bem próximo será passado. Talvez seja complexo demais para entendermos. Talvez você nunca irá entender. Tudo isso em razão de um ser que pode nos deixar loucos, casados, velhos, mortos: O Senhor Destino. 


Sim, ele existe. E você deve acreditar nele. Se tem alguém que sabe tudo da sua vida, esse alguém é ele. Mas não foi ele quem te fez vir até aqui. E também não é ele o responsável por encontrar alguém na rua que futuramente viria a ser seu grande amor. Não é ele o responsável também por colocar na sua vida amigos pra toda a vida. Não é ele que faz você ser quem você é. Não é ele que faz você tomar as decisões mais importantes de sua vida, afinal, se ele já está definido, qualquer decisão tomada levaria a um mesmo caminho. 


O Senhor Destino nada mais é que o resultado de todas as escolhas que fazemos diante de situações propostas por uma força maior. Essas escolhas são feitas no presente do futuro e do pretérito, não necessariamente perfeito. Nosso futuro é condicionado por nós mesmos e só nós podemos mudá-los. Nas situações porém, há mais mistérios do que possamos imaginar. E pra falar a verdade, nos sentimos atraídos por isso. Temos um fetiche pelo desconhecido. E já que o desconhecido faz tão bem, por que haveríamos de torna-lo conhecido? Hás coisas na vida que não precisam de resposta. Se deseja mesmo saber o que irá acontecer nos seus próximos dias, semanas, meses, anos, décadas e séculos, milênios que vão passar, viva o agora. Mas chega de conversa, você já olhou seu horóscopo hoje?


Meu Senhor Destino



É isso pessoal! Abraços a todos e até a próxima!

Antonio ABJ.