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Resenha | Eu te Sinto, de Irene Cao [por Nadja Moreno]

Título: Eu te Sinto
Autora: Irene Cao
Editora: Suma de Letras
Páginas: 166
Skoob
Avaliação: 

É inútil resistir à paixão quando ela te escolhe. O inesperado reencontro de Elena e Leonardo em Roma os levará ao verdadeiro amor? Elena virou a página. Os dias de paixão e loucura com Leonardo a tornaram uma mulher mais forte, a conduziram ao lado sombrio do prazer, mas agora são apenas uma lembrança que de vez em quando atravessa seu pensamento. Hoje Elena sabe o que quer e escolheu Filippo: é por ele que deixou Veneza e se mudou para Roma. A vida deles juntos é uma perfeita harmonia, tanto na cama como fora dela. Mas apagar de vez o passado, se o destino faz de tudo para impedir isso, é impossível. Porque a história com Leonardo parece ainda não ter acabado: basta um encontro casual para reacender o fogo que, na verdade, nunca tinha apagado.É noite de seu aniversário de 30 anos, e Elena não poderia imaginar que o restaurante onde Filippo a levou para comemorar seria... o de Leonardo! Aquele olhar que toca o coração e, em seguida, um único beijo, roubado na cozinha do local, são um emocionante novo começo. Em Eu te sinto, a continuação de Eu te vejo, não há mais regras, agora as cartas estão na mesa: não é mais necessário esconder o amor e o sexo, não é mais uma mera busca do prazer em estado puro, mas um reencontro de almas que se pertencem. Até quando o segredo mais inconfessável de Leonardo vem à luz e Elena deverá decidir se está disposta a pagar o preço.
Neste segundo volume da Trilogia Dei Sensi, vemos a continuação exatamente de onde parou o volume 1. Gostei da sequência clara, facilita a junção das duas histórias.

Agora Elena é mais solta e mais madura, apresenta características de tomada de decisão com mais confiança do que no primeiro volume. Novamente os comentários e passagens que tratam da arte são bacanas e nos dá uma vontade enorme de conhecer os cenários. No livro Eu te Vejo era em Veneza, agora a trama se passa em Roma.

Apesar de ser uma série erótica, neste livro temos menos cenas picantes do que no anterior. Agora quando elas existem, sempre exprimem uma urgência e necessidade do prazer por parte dos personagens e a cena se desenrola mais rapidamente. Este pode ser considerado um livro de transição, porque fecha alguns segredos do primeiro, redefine algumas escolhas de Elena, mas que sabíamos não ser definitivas, e termina num desfecho que gerou em mim a sensação de que há uma reviravolta no terceiro e último volume.

Falando da personagem, confesso que me incomoda um tanto o fato de alguns livros eróticos traçarem a mulher como submissa, que não é dona das próprias decisões e que é movida, única e exclusivamente, pelo desejo. Elena mais uma vez, e com mais intensidade, faz coisas que não devia e se entrega sem pensar nas consequências. Na verdade, entendo que nós não somos assim, pensamos muito com o coração e temos muito na cabeça para nos deixar levar com tanta facilidade pelo físico. Mas enfim, é a temática e a autora não fugiu dela.

Agora Philippo aparece mais, participa mais ativamente da trama e podemos conhecê-lo melhor. Minha primeira impressão é a que ficou mesmo. Ele é um rapaz gentil, carismático, bonito, fofo e cativante. Sinceramente, eu sou mais ele do que Leonardo. Fiquei mega triste com muita coisa, e você, lendo, vai se sentir assim também, tenho certeza.

A leitura segue rápida, fluída. O livro é bem pequeno, apenas 166 páginas, portanto é fácil lê-lo de uma só vez. A diagramação é boa, não há erros de grafia ou de concordância e a tradutora fez um trabalho muito bem feito. As capas desta série são bonitas, acho que condizem muito com a história.

Recomendo aos interessados por romance hot.




Resenha | Dizem por Aí, de Ali Cronin [por Nadja Moreno]

Título: Dizem por Aí
Autora: Ali Cronin
Editora: Seguinte
Páginas: 279
Skoob
Avaliação: 

Ashley sempre foi a mais descolada da turma. Aquela garota que sabe o quer - festas e mais festas - e que, diferente das amigas, nunca gastou seu tempo sonhando com príncipes encantados. Mas tudo muda quando, um dia qualquer, ela vai ao cinema com sua melhor amiga e conhece Dylan: um garoto lindo, um pouco quieto, de olhos verdes e cabelos incríveis que acaba grudando na cabeça dela.
Ashley só consegue pensar naqueles jeans justos, no ar meio desinteressado, nas pernas finas... O efeito é devastador. Mas cada vez que eles se encontram, Dylan tem uma reação diferente: quando estão sozinhos, se dão bem e conversam como amigos; quando se veem nas festas, o garoto a evita. Será que isso é só timidez? Ou na verdade ele tem vergonha de ficar ao lado de uma menina como ela? Será que, no fim das contas, ela é vista como uma garota fútil?
Com esse vaivém, e sem saber como agir, Ash fica cada vez mais insegura e confusa, começa a tomar decisões erradas - quem já não saiu com um pensando em esquecer o outro? - e depois, como nunca tinha acontecido antes, se sente totalmente arrependida. Gostar de alguém de verdade estava sendo mais difícil do que parecia...
Dizem por Aí é o segundo volume da Série Garota <3 Garoto. Nesta série cada livro com a história de um integrante de um grupo de amigos. Agora é a vez de Ashley, seguramente a mais descolada da turma.

Assim como o primeiro volume, Ali cumpre o propósito de apresentar a vida e o quotidiano não muito corriqueiro dos jovens e suas descobertas para o amor. Relacionamentos, atos inconsequentes, insatisfação, atitudes infantis seguidas de outras muito adultas recheiam as páginas e nos fazem vivenciar os sentimentos e pensamentos da protagonista.

Neste volume achei um pouco instável a sensação de idade passado por Ashley, diferente do primeiro volume que era contado por Sarah. Agora não senti uma constância tão grande nas atitudes, para me fazer enxergar Ashley sempre com a mesma idade. Em alguns momentos ela parecia uma criança birrenta, em outras parecia uma jovem adulta de vinte e tantos anos. Não sei se a intenção da autora era fazer parecer uma jovem inconstante e imatura, mas confesso que não me agradou muito. Não consegui traçar claramente o perfil de Ashley.

Acho muito bacana a troca de enfoque que este tipo de série apresenta. Algumas cenas apresentadas no volume um são comentados agora, mas desta vez sob a perspectiva de outra personagem. Os livros são narrados em primeira pessoa então tive a sensação de estar assistindo a um filme, que simplesmente troca a câmera e deixa de mostrar uma perspectiva para nos apresentar outra. Gera uma dinamicidade muito bacana.

Mais uma vez a leitura é fluída e rápida. a autora apresenta a história de forma envolvente despretensiosa, leve e engraçado em muitos pontos. É um livro gostoso de ler. Mesmo que claramente voltado ao público teen, ele pode ser lido e pode agradar pessoas de todas as idades, que queiram uma leitura fácil e ágil.

A diagramação é boa, fonte em tamanho ideal e páginas amarelas. Desta vez não encontrei erros. Uma coisa que não comentei no primeiro volume: A capa é interessante, com uma imagem monocromática no fundo que indica o binômio amor e juventude, que é a tônica da série. É uma capa bastante pertinente. Mas o que me chama de fato a atenção é o toque aveludado que ela tem. Tenho alguns livros com esta textura de capa e posso dizer que é a que mais gosto. ;)

A série é composta por 6 livros, cada vez contando a história de um dos amigos: Sarah, Ashley, Cass, Donna, Ollie, Rich e Jack. Estou curiosa pelos seguintes porque em cada livro nós podemos conhecer um pouquinho do perfil de cada um, pelo seu relacionamento com o personagem central. Então saber como cada um de fato enxerga a vida, os relacionamentos a família e a amizade vai ser uma experiência divertida.

Recomendo a leitura!

Esta resenha foi redigida por mim para o Site Entrando Numa Fria, do qual sou colaboradora. O livro foi cedido pela Editora Seguinte.



Resenha | O Dia do Relâmpago, de J. J. Benítez [por Nadja Moreno]

Título: O Dia do Relâmpago
Autor: J. J. Benítez
Editora: Planeta Brasil
Páginas: 469
Skoob
Avaliação: 

Do mesmo autor da saga Cavalo de Troia, que já vendeu mais de cinco milhões de exemplares no mundo todo A Operação Cavalo de Troia terminou, mas o que de fato aconteceu com o Major quando retornou a 1973? O que é a “Raio Negro”? O general Curtiss foi realmente um traidor? Eliseu morreu com a queda do “berço” no mar Morto ou ele arrumou uma maneira de retornar ao tempo de Jesus? Como os famosos diários do Major entraram para a posteridade? Ao ler O dia do relâmpago, você viverá 101 dias trepidantes. E, mesmo que tente, jamais conseguirá imaginar o que acontecerá em 29 de agosto de 2027... Com este livro, você “viverá o não vivido”. 
O Dia do Relâmpago é a continuação da série Operação Cavalo de Troia. Esta série é composta por 9 livros, publicados entre os anos de 1987 e 2011, que juntos contam com mais de 4.700 páginas (dados do Skoob)! A série é um dossiê sobre uma operação ultra sigilosa da Força Aérea dos Estados Unidos, que, ao descobrir uma forma segura de viagem no tempo no ano de 1973, envia um Major e um piloto para o tempo de Jesus, supostamente para comprovar sua existência e sua ressurreição.

Em O Dia do Relâmpago nos deparamos com o Major e sua nave apelidada de “berço” de volta ao ano de 1973 após uma aparente falha e queda no Mar Morto. A partir daí, todas as 469 páginas do livro contam um frenesi palpitante em meio a política, segredos de estado, conflitos de interesse, perseguições, assassinatos, queima de arquivo, mensagens ocultas, muita intuição e alguns comentários acerca de Jesus Cristo, ou melhor, Jesus de Nazaré, como prefere o Major.

Quem não leu a série Cavalo de Troia pode se sentir um tanto quanto perdido com alguns termos e comentários feitos, porém não há necessidade absoluta de ler para se envolver com a trama. Não acontece no tempo de Jesus, não há viagem no tempo e não há encontro com o Galileu neste livro. É um livro eletrizante de perseguição e segredos obscuros que deixa o leitor preso às páginas para conseguir decifrar cada um dos porquês.

A história é montada com base em alguns acontecimentos reais, tais como a Guerra do Yom Kippur, acontecida em 6 de outubro de 1973, quando Egito e Síria iniciaram um pesado ataque militar contra os postos israelenses que protegiam a região de Suez, enquanto a nação judaica se preparava para o Yom Kippur, o “dia do perdão”. Desta forma tudo que perpassa as páginas neste volume, assim como em todos os volumes da Série Cavalo de Troia, dá uma sensação de ‘será que pode ser verdade?’. As discussões políticas, as intrigas apresentadas e os conflitos entre nações são tão bem discorridas que tudo parece ser real e plausível.

Este volume indica como os diários do Major foram criados, para que toda a série Cavalo de Troia pudesse ser publicada. Um fato muito interessante disso tudo é que Benítez ainda afirma que estes diários são verdadeiros, e que lhe foram passados por uma amiga. Inclusive todos os nomes apresentados na trama são codinomes, para preservar os personagens reais dos acontecimentos.

A escrita de Benítez tem uma fluidez incrível. Mesmo em passagens descritivas mais longas, as linhas são absorvidas pelo leitor rapidamente. Além de fluída ela soa um tanto quanto poética em alguns pontos, em especial quando dá vida a objetos inanimados. Em um ponto ao longo da história ele dá uma pista do porquê de sempre enxergar os objetos desta forma. O próprio Galileu disse a ele certa vez que em tudo, tudo mesmo, habita Deus, ainda que seja em um objeto inanimado. Veja no quote abaixo um exemplo:

Fiquei perplexo. “Raio Negro”? O que era isso? Estavam se referindo a essa segunda nave?O general acabou dando um soco na mesa de vidro, que, sobressaltada, ficou fria de susto.A fumaça, covarde, fugiu para o alto.Não tenho certeza, mas acho que na fotografia de Nixon seu sorriso caiu no chão.

No início desta resenha comentei que investigar a real existência de Jesus era ‘supostamente’ o motivo para a Operação Cavalo de Troia. Digo supostamente porque na realidade a intenção era trazer daquela época o DNA de Jesus e outros personagens como Maria ou João Batista para que pudessem ser clonados. O Major, que passa a ser um dos seguidores de Jesus depois de suas conversas com Ele, abomina este intuito e faz de tudo para que seja aniquilado. Para tal, ele recebe uma ajuda de alguém insuspeito e de uma forma incrivelmente elaborada! Cada página tem uma novidade, cada capítulo reserva uma nova surpresa e é simplesmente impossível parar de ler.

Os momentos – poucos – em que Jesus de Nazaré é comentado, sempre é feito com um carinho incrível. Sabe-se que na série que antecede este livro, Benítez sempre apresentou dados absolutamente controversos àqueles dados apresentados pelas religiões, em especial a Católica. Porém o faz com tal maestria que até mesmo os mais carolas podem questionar suas próprias convicções. Benítez apresenta um Jesus mais próximo e mais real, até mesmo neste volume que não tem Jesus como personagem principal.

Em respeito à edição, não encontrei erros, as páginas amarelas facilitam a leitura e a fonte é em tamanho ideal. Apenas em algumas páginas senti dificuldade em ler, devido à impressão estar como que sobreposta. Não sei se somente no meu volume ou em toda esta edição.

A tradução de Sandra Martha é perfeita até mesmo nas notas de rodapé que, aliás, merecem comentário: Algumas notas chegam a ocupar 3/4 da página! Muitas delas fazem referência às edições da série: “Ampla informação sobre esta passagem em Cavalo de Troia ‘X’”. Porém vários outras são verdadeiras aulas de história, ou política ou física. Vale a pena “perder” uns minutos em sua leitura.

Definitivamente, recomendo a leitura! Para quem leu os livros da Operação Cavalo de Troia, porque simplesmente é impossível ficar sem saber alguns dados apresentados aqui. Recomendo também para quem não leu, porque a trama é elaborada de tal forma que o leitor se apaixona por ela, mesmo que alguns detalhes nos passem sem entendimento completo do que se diz.

Esta resenha foi redigida por mim para o Site Entrando Numa Fria, do qual sou colaboradora. O livro foi gentilmente cedido pela editora Planeta.


Resenha | Nada é Para Sempre, de Ali Cronin [por Nadja Moreno]

Título: Nada é Para Sempre
Autora: Ali Cronin
Editora: Seguinte
Páginas: 271
Skoob
Avaliação: 
Cass é a namorada fiel. Ashley não leva nada a sério. Donna é festeira. Ollie é mulherengo. Jack é esportista. Rich talvez seja gay. Mas e Sarah? Os amigos sempre tiram sarro dela por ser certinha demais, mas ela só está esperando pelo cara certo e agora tem certeza de que o encontrou. Será que ele sente a mesma coisa? Ou tudo não passa de uma paixão de verão? Acompanhe o emocionante último ano de escola de quatro garotas e três garotos de dezoito anos.

Nada é Para Sempre é um livro que poderia ser considerado autobiográfico para qualquer adolescente. Ali retrata em suas páginas as angústias, temores, alegrias, esperanças e desesperanças – e desesperos – de uma adolescente quando começa a se descobrir para os relacionamentos.

Sarah, protagonista desta história é uma adolescente de 17 anos. Possui muitos amigos fiéis, com atitudes nem tão fiéis assim em alguns momentos, assim como quase todas garotas desta idade. É filha de pais amorosos que confiam nela, irmã de um garoto ‘chato’… todos eles são chatos quando somos adolescentes, em especial se são mais novos.

Em uma viagem de férias Sarah conhece Joe, um rapaz um pouco mais velho, descolado, universitário e, para complicar tudo, lindo e sedutor. Sarah logo fica envolvida por ele e aí os problemas acontecem.

Não acontece na verdade nada extraordinário, nada muito além das ansiedades naturais desta fase, as inseguranças quanto aos sentimentos e o medo. Medos que muitas vezes parecem sem sentido, mas que na fase adolescente faz com que pareça que o mundo vai cair. Por isso comento que pode ser biográfico. Acontece de tudo! Mas não acontece nada demais, assim como parece ser a vida das adolescentes. Ali escreve de forma clara, simples, dinâmica e direta. É um livro rápido e cadenciado.

Somente senti uma falha no sentido de tratar o sexo com tanta clareza e com alguns detalhes e termos que achei que poderiam ter sido evitados, visto que é um livro diretamente direcionado para o público teen. Sim, sei que soou meio conservador de minha parte, mas tentei me ver com 17 anos lendo as páginas e acho, só acho, que me sentiria desconfortável com alguns detalhes.

Fora isso, o livro é bem gostoso de se ler, clichê e previsível, mas a proposta da trama era exatamente esta. Retratar a adolescência e seus dissabores e sustos no campo do coração, sem ser clichê ou previsível é um ato impossível se não se quer pender para a fantasia! Portanto, o livro cumpre o que promete.

A diagramação é boa, mas encontrei alguns errinhos básicos. A capa é muito bacana, gosto muito das cores e dinamicidade que ela apresenta. Aliás, todas as capas da série garota<3garoto são muito bacanas.

A série é composta por seis volumes, e em breve você poderá ler a resenha de cada um deles aqui no Escrev'Arte. Aguardem!

Esta resenha foi redigida por mim para o site Entrando Numa Fria, da qual sou colaboradora. O livro foi gentilmente cedido pela Editora Seguinte.

Resenha | Eu te Vejo, de Irene Cao [por Nadja Moreno]

Título: Eu te Vejo
Autora: Irene Cao
Editora: Suma de Letras
Páginas: 206
Skoob
Categoria:
Avaliação: 
Apesar de apaixonada pela arte e pelas cores de Veneza, cidade onde vive, a jovem restauradora Elena Volpe tem seu coração como uma tela em branco, pois nunca viveu uma grande paixão. Com 29 anos, a protagonista de Eu te vejo tem a sua vida transformada com a chegada de Leonardo Ferrante, um famoso chef de cozinha e o mais novo inquilino do palácio onde trabalha na restauração de um afresco. O encontro com Leonardo abala suas certezas, abrindo as portas de um paraíso inexplorado. O chef sabe que o prazer é uma conquista para todos os sentidos – tem uma forma, um odor, um sabor – e guiará Elena até os limites mais doces e extremos do sexo, mas sob uma condição: nunca deverá se apaixonar por ele. A jovem aceita a proposta e deixa-se seduzir por este homem de passado misterioso, que parece fugir de seu desejo de prendê-lo a ela para sempre. Em Eu te vejo, Irene Cao revela uma trama de escrita suave, como o pincelar cuidadoso de uma restauração, e saborosa, como a gastronomia italiana. Tendo como cenário a exuberante cidade de Veneza, o primeiro volume da primeira trilogia erótica italiana traz todos os sentidos envolvidos na paixão entre Elena, uma mulher que não conhece o amor, e Leonardo, um homem que só conheceu o lado mais obscuro desse sentimento. 
Defino Eu te Vejo como uma leitura gostosa. Um hot bem feito, dentro dos limites daquela linha tênue que separa o erótico do pornográfico. As cenas picantes do livro são escritos com maturidade e sabedoria, contando o que precisa ser dito, sem exageros e apelações.

Irene me surpreendeu nesta leitura rápida e cativante. Confesso que fiquei um tanto quanto temerosa pelo que ia encontrar, por conta do comentário na capa: "Chega um ciclone erótico". Imaginei que seria um livro que teria de ler sozinha num quarto fechado porque ia ficar com as faces coradas a cada página. Felizmente não foi necessário.

Eu te Vejo conta a história de Elena e sua relação intrincada com Leonardo e Filippo. Estes dois personagens são completamente díspares e é exatamente isso que torna tudo muito interessante. Torna-se um triângulo amoroso sem intenção de sê-lo. Esta característica traz para o enredo um clima de romance e incerteza que colabora muito para a montagem de todo o cenário. Não fica somente no aspecto erótico da coisa... Gosto quando há esta montagem toda que complementa e faz um plano de fundo mais consistente à história.

Falando em plano de fundo, o cenário escolhido não poderia ter sido mais acertado. Tudo se passa em Veneza, com seu cenário gracioso, romântico e um tanto quanto surreal. A arte permeia o cenário e torna tudo um tanto quanto clássico. Há uma dose de romantismo enlaçando tudo, personagens e ambiente. Gostei muito.

Os personagens são cativantes, cada um à sua maneira. A amiga fiel e doida, o fofo Filippo e o ardente Leonardo. Nenhum deles me causou estranheza ou raiva. Irene soube montá-los de forma a percebermos sua personalidade e o porquê de suas ações. Elena é uma jovem mulher de 29 anos e que se descobre ao longo das páginas. As mudanças pelas quais ela passa são pertinentes, gradativas e a assustam, assim como qualquer grande mudança pelas quais passamos.

Para o desfecho muitas opções poderiam ser abordadas e a autora escolheu uma opção que me agradou, mas sei que alguns podem ter desejado e vislumbrado um outro fim. A história atual fecha, porém deixa uma abertura para a continuação. Eu te Sinto chega em Maio, e já estou aguardando ansiosa.

A diagramação é bem feita, a capa é simples e condizente com o conteúdo. Não encontrei erros, tamanho de fonte e cor das páginas dentro do ideal. Enfim, livro recomendado sem medo para os maiores de 18 anos.

Esta resenha foi redigida por mim para o site Entrando Numa Fria, da qual sou colaboradora. O livro foi gentilmente cedido pela editora.



Resenha | O Tesouro da Encantadora | Caroline Carlson

Título: O Tesouro da Encantadora - A Quase Honrosa Liga de Piratas
Autora: Caroline Carlson
Editora: Seguinte
Páginas: 400
Skoob
Avaliação:
Quando Hilary decidiu que queria ser pirata, nem imaginava que estava prestes a participar da caça ao maior tesouro de todos os tempos. Afinal, tudo o que a preocupava era fugir da Escola da Senhorita Pimm para Damas Delicadas. Hilary não via utilidade nenhuma nas lições da srta. Pimm e queria se juntar à Quase Honrosa Liga de Piratas. Qualificações não lhe faltavam, mas a Liga não admitia garotas em sua equipe de algozes e pilantras. Decidida a partir para alto-mar a qualquer custo, Hilary logo se vê no meio de uma aventura marítima em busca do tesouro mais valioso do reino: o tesouro da Encantadora. Para encontrá-lo, ela contará com um mapa sem X e precisará enfrentar o mais traiçoeiro - e surpreendente - vilão de todos os mares.



Fantástico!!

O Tesouro da Encantadora, primeiro volume da série A Quase Honrosa Liga dos Piratas é um livro delicioso de se ler. Conta as aventuras de Hilary, uma garota da alta sociedade de Augusta. Porém ela nunca foi delicada e primorosa como se esperaria de uma jovem dama como ela. Pelo contrário, seu sonho era ser pirata. Sua aventura começa quando ela decide ir em busca do sonho, ainda que a Quase Honrosa Liga de Piratas tenha informado categoricamente que não aceita mulheres, muito menos garotinhas.

Caroline Carlson (a autora) junta magia, pirataria e alta sociedade de uma forma primorosa. Histórias de piratas são até comuns, mas em O Tesouro da Encantadora elas me ganharam. Me jogaram de cabeça no mundo da pirataria e me apaixonei por eles de uma forma mágica e fascinante. Se no final de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” eu fiquei desejando que uma coruja aparecesse em minha janela com uma carta no bico, agora meu desejo é viver no litoral só para me sentar na areia e esperar um navio vindo ao longe com uma bandeira esvoaçante, ilustrando a figura de uma caveira e dois ossos cruzados.

Os personagens são todos muito bem formados e suas características são marcantes. Nenhum passou desapercebido pela trama. Os piratas em nada se parecem com os maldosos de Peter Pan, lembram mais os excêntricos de Piratas do Caribe. Inclusive Jasper Fletcher, “O Terror das Terras do Sul”, lembra muito Jack Sparrow: Bravo, um tanto quanto atrapalhado, excêntrico, engraçado e apaixonante. Até mesmo a mãe de Hilary, que vive dentro do guarda-roupas tem seu momento de glória em uma certa situação, já lá pelo final de tudo.

Durante toda a trama sempre somos brindados com cartas, formulários diversos, informativos periódicos das terras de Augusta e manuais. Algumas dicas dos manuais e discussões por via das cartas me causaram boas risadas. O livro todo é assim, difícil passar algumas páginas sem que você tenha um sorriso ou risada roubados. Preciso até informar que nunca mais vou olhar uma beterraba com os mesmos olhos depois de ler O Tesouro da Encantadora.


- Ah – Charlie disse. – O covil dos Pilantras?
- Exatamente.
- Espere um pouco – Hilary disse. – O que é o Covil dos Pilantras?
Jasper olhou para Hilary como se tivesse nascido uma segunda cabeça nela.
- É um covil. De pilantras.

Apesar de ser uma série e algumas amarras terem sido deixadas para a sequencia – tem até uma edição de “A Mexericada de Augusta” contando as últimas novidades no final do livro, que nos dá uma breve noção do que nos aguarda adiante – o livro não fica sem terminar, a aventura é resolvida, as coisas se ajeitam e fica tudo bem. Bom ler livros assim, que nos deixa doidos pela continuação, mas que não nos obriga a ficar passando mal por terminar sem fim. Se esta proposta acontece por ser um livro feito para o público infantojuvenil, posso dizer que aprovo e o nomeio, por minha própria conta e risco, como um livro para toda e qualquer idade. Absolutamente sem distinção.

A tradução de Ricardo Gouveia foi feita com muito cuidado. Como existem passagens engraçadas ao longo de todo o livro, era preciso adaptar certas frases e jargões para serem condizentes à nossa realidade. Não há uma só frase que pareça sem sentido e nem uma só expressão que não seja claramente entendida por qualquer nascido e criado nas Terras Tupiniquins.

A edição promete. Levando em conta que o exemplar que estou em mãos é somente a prova para divulgação, posso dizer que a edição oficial vai ser incrível!

Se você ficou maluco para ler O Tesouro da Encantadora, sugiro que se organize e já reserve seu volume. A obra será lançada no final deste mês, no dia 31, e posso dizer que muito em breve sua edição será procurada com o mesmo afinco que os piratas em busca do prêmio debaixo do X no Mapa do Tesouro! Portanto, eu, se fosse você, não deixaria para a última hora.

Arr! E tudo de bom.

Esta resenha foi originalmente redigida por mim para o site Entrando Numa Fria, da qual sou colaboradora. Visite e comente o post original clicando aqui

Resenha | O Túmulo sob as Colinas | Belinda Bauer

Título: O Túmulo sob as Colinas
Autora: Belinda Bauer
Editora: Record
Páginas: 320
Skoob
Avaliação:



Apesar de cavar buracos quase diariamente na charneca de Exmoor à procura de um cadáver, Steven Lamb sempre quis ser um garoto normal. Porém, decidido, ele deixa as brincadeiras de lado e segue com sua pá para tentar encontrar o corpo de seu tio Billy, assassinado há 19 anos. Embora nunca o tenha conhecido, Steven sabe que sua família só poderá ser feliz quando encontrar o corpo desaparecido. Para descobrir o paradeiro dele, Steven decide escrever ao prisioneiro Arnold Avery, principal suspeito do crime. É o ponto de partida de um arriscado jogo de gato e rato entre uma criança desesperada e um perigoso serial killer.
Palpitante. Se fosse descrever este livro em uma só palavra seria esta que usaria.

É um livro cheio de suspense – não sobrenatural – que impele o leitor a ler a próxima página de forma urgente antes que o coração resolva saltar pela boca. Belinda escreve como se este não fosse sua primeira publicação.

Steven é um típico garoto de 12 anos, destes que à despeito de sua pouca idade já sofreu todas as dores de sua família como se em sua própria pele houvesse acontecido. É o neto de uma mãe que perdeu seu filho de mesma idade, assassinado por um serial killer, pedófilo e estuprador. Steven não o conheceu. O assassinato aconteceu há quase vinte anos. Mas o sofrimento desta morte prematura dói em sua própria vida e ele acredita verdadeiramente que pode sanar este mal, encontrando o corpo do tio assassinado.

Belinda mostra os pensamentos, as crenças e descrenças de uma família desequilibrada por uma tragédia. Fiquei com os olhos marejados em diversas páginas do livro, quando Steven se demonstrava carente a ponto de não levar em conta a rigidez do coração da avó, e entendia seu jeito bruto, e desejava ele mesmo curar e restaurar a doçura dos corações. Queria o abraço, o afago, o sorriso sincero e os dias simples, normais de uma pequena família. Enxerguei nas linhas da estória as quebras que muitos trazem em si após a tragédia e a dificuldade de ver cor e alegria nas coisas.

É uma estória dura que causa sensação de nojo avassalador nos tomando em muitas partes, quando lemos sobre Avery – o assassino sórdido. Porém Belinda escreve com sutileza, que faz com que o leitor imagine a cena. Deixa nas entrelinhas os detalhes mais sombrios e nauseantes. Perfeito. Assim não somos obrigados a ler coisas duras demais, e ao mesmo tempo torna a estória ainda mais forte, porque palavra alguma consegue superar nossa imaginação. Senti tanto ódio por Avery que me peguei algumas vezes lendo com a mão livre apertada a ponto de as unhas doerem na pele. Entendo o quanto é difícil ser ‘santo’… Não dá para ter misericórdia com pessoas que agem como este personagem. Triste é saber que existem seres assim, vivos, de carne e osso, andando por aí. Arrepia.

Todos os personagens são muito bem construídos e não somente o perfil do assassino. Belinda não apresenta nenhum com detalhes aprofundados, mas vamos conhecendo um a um durante a leitura. Nos encantamos por eles, ainda que embrutecidos pela vida. Até mesmo o soldado Gary, que aparece somente em uma dezena de páginas, nós podemos conhecer a vida, os impulsos e os motivos. Queria muito, muito mesmo poder passar a mão pelos cabelos de Steven e dizer que ele é especial, por conta das sensações que seu personagem causam no leitor. Fascinante construção de perfis.

A descrição geográfica é boa. Ela é muito importante para o contexto da estória e eu não conseguia distinguir com clareza os locais rapidamente, mas a sequência de acontecimentos me ajudava a me situar e a enxergar o lugar, sentir a temperatura. Fala-se sobre as urzes e os tojos da charneca. Daí pesquisei os termos e encontrei várias imagens, e esta foi a que escolhi para a visualização do lugar enquanto lia…

Não encontrei erros e a tradução foi muto bem feita. A capa é bem condizente com a estória e faço minhas as palavras de The Guardian, que colorem a capa: “Este surpreendente livro de estreia faz jus à sua aclamação… Uma façanha psicológica sobre a crueldade e sobre o triunfo da inocência.”

É isso. Um livro surpreendente. Recomendo a leitura.
 
"Esta resenha foi originalmente redigida por mim para o site Entrando Numa Fria da qual sou colaboradora. Veja o post original clicando aqui."

Resenha | A Arte de Produzir Efeito sem Causa | Lourenço Mutarelli


Título: A Arte de Produzir Efeito sem Causa
Autor:
Lourenço Mutarelli
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 206
Skoob
Avaliação:

Depois de largar o emprego e a mulher por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior pede abrigo na casa do pai. Sem dinheiro nem perspectivas, seus dias se dividem entre o velho sofá da sala transformado em cama, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem e atraente inquilina do pai, Bruna, que ambos espiam através de um furo no armário. A pasmaceira só é interrompida quando começam a chegar pelo correio pacotes anônimos com recortes de notícias velhas — uma delas sobre o episódio em que o escritor William Burroughs matou a mulher acidentalmente.
Enquanto se entrega a reminiscências e persegue objetivos pequenos e imediatos — a próxima refeição, o resgate de uma dívida com o antigo chefe, o dinheiro para o próximo cigarro —, Júnior começa a roer a corda que separa sanidade e loucura.
O tom sombrio e opressivo dos outros livros de Mutarelli aparece aqui novamente, remetendo a influências confessas como Kafka e Dostoiévski. A ele somamse o tédio e o vazio em meio aos quais os personagens se arrastam, num cotidiano marcado por obsessões sexuais e por um cenário típico da baixa classe média.
Confrontado com uma espécie de afasia, incapaz de confiar na própria linguagem, invadido por imagens sombrias, Júnior tenta relembrar seus últimos dias e avaliar os motivos que puseram fim a seu casamento.Mas tudo o que consegue é uma leitura muito particular do que acontece à sua volta,amparada em imagens misteriosas que Mutarelli acrescenta ao romance.
Mais do que um retrato de uma sociedade hostil, em que é preciso escolher entre a adaptação estupidificante e o alheamento auto-destrutivo, A arte de produzir efeito sem causa é um mergulho na consciência individual, um universo que depende de muito pouco para revelar seus limites e abismos.
A Arte de Produzir Efeito sem Causa é um livro embrenhado na mente humana. Retrata, através de Júnior, a sequência de acontecimentos que podem levar um homem à bancarrota, sejam estes acontecimentos de origem natural ou casual ou acidental ou individual. Sejam estes acontecimentos produzidos por desconhecidos, por nós mesmos, pelas pessoas em quem confiávamos ou ainda por causa dos microrganismos que vivem por aí.

Através das páginas vamos nos embrenhando na mente perturbada de Júnior. A cada página vamos descendo as escadas da consciência junto com ele, e aqueles leitores mais aficionados e que incorporam o personagem podem ter a necessidade repentina de um cigarro, um café ou até de um bom médico. Tudo vai se desfazendo e se consumindo de forma a não reconhecermos mais o Júnior da primeira página, ainda que ele já esteja, logo ali, perdido e desestabilizado.

O livro é quase todo escrito por pequenas frases. Penso que esta narrativa contribui ainda mais para a sensação que ele passa de estarmos lendo a mente de Júnior, mesmo que não seja narrado em primeira pessoa… Uma mente cheia de nada e de tudo, tende mesmo a pensar muito e em muitas coisas ao mesmo tempo, o que torna a sequencia curta, quase como que um soluço.

A construção dos personagens é fabulosa. Além de gostosos ‘figurantes’ como os porteiros do prédio, somos apresentados a algumas figuras muito marcantes.

Sr.José (Seu Zé) é o absorto embora preocupado pai de Júnior. É em sua casa que o filho busca refúgio quando se vê perdido. Durante o tempo em que Júnior vive com ele, vamos percebendo que o Sr. Zé vai se tornando o companheiro e preocupado pai dos filhos insanos. Não entende o que acontece, mas está lá…

Bruna é a universitária hóspede de Sr. Zé. Uma luz no fim do túnel. Uma mente sã e equilibrada neste meio de instabilidade. Quando Bruna aparecia, o livro se tornava normal e sereno. Válvula de escape de primeira linha.

Júnior. Bom, Júnior é o retrato do medo de todos nós. Ou melhor, o assombro de todos os que temem perder a normalidade da vida de uma hora para a outra, de forma sequencial e sem volta.

A diagramação do livro é incrível. A capa, as páginas azuis que o apresentam, os diagramas desenhados a cada início de capítulo… Tudo, exatamente tudo está ligado ao enredo todo. À medida que lemos, vamos percebendo que tudo isso é um retrato. Os riscos, as marcas, os rabiscos, tudo faz parte da história. As páginas rabiscadas no meio do livro são um presente à parte. É como estar sentado na mesa de café do pequeno apartamento de Sr. Zé. Além disso tem as bordas externas arredondadas, o que dá um aspecto de agenda, de diário, de algo mais pessoal do que as linhas retas das edições comuns de livros. Não se podia esperar coisa diferente do artista multifacetado Lourenço Mutarelli.

Se você quer um livro intenso e que ataca sua mente, leia A Arte de Produzir Efeito sem Causa. Não espere por fios soltos que se amarram majestosamente no final. Não, quem dá as amarras em alguns pontos é você, leitor. Leia e tire suas próprias conclusões. Não é um livro comum nem básico. Há que se ter uma mente astuta e até um pouco doida para desmascará-lo.

Ao longo da história Mutarelli insere alguns elementos sombrios que perpassam sutilmente as páginas. Nesta resenha eu abordo pouco este lado, porém o filme ‘Quando eu era Vivo’, baseado nesta obra e lançado no último 31 de janeiro, retrata o lado mais fantasioso e assustador do enredo. Veja o Trailer Oficial clicando neste link.

Esta resenha foi originalmente redigida por mim para o site Entrando Numa Fria, da qual sou colaboradora.


Novos Moradores da Estante #15

Olá leitores, como vão???

Janeiro terminou, então vamos à apresentação de quem chegou aqui na Estante desde o ano passado! 

Como comentei no post 'Novos Moradores' de Dezembro, evitei fazer compras neste mês. A ideia era não comprar nenhum mesmo, mas calma, ainda estou em processo de adaptação neste lance de me controlar na compra de livros!(Não, não é fácil! Sim, é mais difícil do que eu esperava!^^)

Então, dos livros abaixo alguns foram comprados (sempre em promoções escandalosamente imperdíveis), outros vieram de parcerias, vamos conhecê-los?

 
Os que comprei foram:

O Menino do Pijama Listrado - Este livro eu já li, emprestado de uma amiga, e sempre quis tê-lo em minha estante... É triste demais, mas de vez em quando gosto de leituras assim.

O Pesadelo - Sempre que vou na Livraria Leitura este livro me chama atenção, não sei bem o motivo. Desta vez ele estava em um preço especial, então ele veio comigo embora.

Apaixonados - Histórias de Fallen. Como gostei muito desta série, adquiri para ler as histórias de amor relacionadas... Espero que seja bonitinho... ^^

Tara Duncan na Armadilha de Magister - Comprei este livro só por causa de uma frase da capa: 'A irmãzinha francesa de Harry Potter'... praticamente nos obriga a comprar né? O problema - que eu soube somente depois de chegar em casa - é que, apesar de ter um colossal número UM na capa, este é o SEXTO, isso mesmo, o sexto livro da série... Realmente não entendo porque cargas d'água a editora resolveu publicar no Brasil a partir do sexto volume! Alguns leitores disseram que até dá para imaginar o contexto, porque entender mesmo a fundo, não dá muito certo não. Desanimei, agora nem sei se vou ler, vamos ver... :/

Em Busca de Zoe e O Segredo de Jasper Jones - eram livros com preço especial na Livraria Leitura e trouxe pra casa. Li algumas coisas sobre eles e acho que vou gostar muito... ;)

Os que vieram sem que eu tenha comprado! ^^

A Arte de Produzir Efeito sem Causa - Veio da Editora Cia. das Letras, através do site Entrando Numa Fria (vocês sabem que sou autora neste site, né?) Em breve sai a resenha!!!

Zorba, o Grego - Comentei com minha cunhada que gostava de Nikos Kazantzakis, daí ela me deu este... Adorei o presente! 

O Mundo pelos Olhos de Bob - veio da Editora Novo Conceito, também através do ENF. Podem conferir a resenha aqui.

A Maldição do Titã - eu tinha 4, dos 5 livros da coleção Percy Jackson, daí meu marido encontrou este volume super novo num sebo de Campinas, e me deu de presente... Coleção completa! Agora só falta ler! (não, eu ainda não li, pasmem!)

Crescendo na Fé - presente do meu sobrinho. Disse que leu e é lindo... Em breve trago a resenha também. :)

Paralelos - Este veio da Editora Geração Editorial, através do site Papiro Digital (que também sou resenhista). A resenha você pode conferir aqui.

Paraíso - lindo romance, delicioso de ler. Veio da Autora parceira, Deyse Nicoli, e você pode ver a resenha aqui.

 Além dos livros físicos, recebi também da Editora Leya, através do site Papiro Digital o Ebook Fios de Prata. Também estou lendo e a resenha será postada em breve.

Bom pessoal, foram estes que chegaram aqui nas últimas semanas. Vocês conhecem alguns? O que acharam deles?

Comentem e concorram no TOP Comentarista de Fevereiro! Um prêmio imperdível te espera!!! :)

Beijos e boas leituras, sempre!!!

Resenha | O Mundo pelos Olhos de Bob | James Bowen




Título: O Mundo pelos Olhos de Bob
Autor: James Bowen

Editora: Novo Conceito

Páginas: 220



Sinopse:
Depois de um passado difícil, James foi adotado pelo gato Bob. Agora os dois têm um emprego de verdade (são vendedores ambulantes de revistas) e se tornaram personalidades conhecidas em toda Londres. Bob tem muitos admiradores, que passam todos os dias para vê-lo – alguns deles trazem cachecóis de lã para ajudá-lo a enfrentar os dias mais gelados. Entre truques adoráveis e manhãs de puro mau humor, Bob e James se tornam cada vez mais inseparáveis. Por trás da divertida história de um homem às voltas com seu animal de estimação, o segundo livro de James Bowen fala sobre amizade e esperança. Bob se torna a chave que traz James de volta ao mundo, a motivação que faltava para sua decisiva volta por cima. Impossível terminar de ler O mundo pelos olhos de Bob sem querer abraçar seu pet – ou adotar um! Apaixone-se…



Resenha:
A continuação de Um Gato de Rua Chamado Bob (veja a resenha clicando aqui), é um livro mais profundo. Agora mostra um Bowen mais confiante em sua narrativa – embora sua estreia tenha sido já extraordinária. Não vem mais apresentando e contando as peripécias do gato Bob como tema central. Este é mais intenso. No primeiro livro Bowen faz questão de que conheçamos Bob e o tenhamos como seu salvador. É isso que ele quer passar e sinceramente entendo que foi isso mesm0 que sua narrativa expressou. Quem leu se apaixonou por Bob. Quem leu aprendeu a grandiosidade de sentimentos que pode haver entre o dono e seu querido pet.

Nesta continuação Bowen conta algumas das aventuras de Bob, novamente nos apaixonamos por sua graça e sagacidade, mas conhecemos um pouco mais do homem Bowen por trás do gato Bob. Em O Mundo pelos Olhos de Bob encontramos uma biografia comovente, profunda, dolorida e vitoriosa. Não tira risos como o primeiro, mas é bem passível de causar lágrimas nos mais desavisados quando percebemos a realidade humana em suas páginas. O bacana, para mim, é que traz tudo aquilo que poderia parecer fantasioso no primeiro volume, mais uma estória do que história, para a mais pura realidade em sua continuação. Os problemas apresentados por Bowen, vividos por ele, são reais e intensos. Sofri com ele e suas dores. Mostra alguns fatos que me fez questionar porque as pessoas são tão cruéis. Mostra outros fatos que me fizeram entender o que é o mais profundo e despretensioso amor.

“Pela manhã, por exemplo, em vez de me saudar com seu repertório habitual de sons, patadinhas e olhares de súplica, ele começou a olhar para mim com uma expressão curiosa e ligeiramente compadecida. Era como se dissesse: “Está se sentindo melhor hoje?”" (p. 75)

Bowen vai contando os acontecimentos marcantes de sua vida e na de Bob de uma forma que parece que estamos sentados num Café batendo papo informal. Sabe quando começamos a contar coisas que nos aconteceram no passado a alguém que acabamos de conhecer mas que nos identificamos? É como me parece a leitura deste livro. Parece que ele vai se lembrando de um fato atrás do outro e resolve nos contar do seu jeito, com seu linguajar e sua memória do fato. Tem momentos até que ele está contando uma coisa, e se lembra de outra e junta as duas memórias e nos conta tudo. É gostoso de se ler. Terminei o livro me sentindo amiga de Bowen, a ponto de poder me encontrar com ele na rua e acenar.

Este livro também pode ser considerado uma leitura obrigatória para todo aquele que vivencia e ama o universo literário de fato. Que, assim como eu, tem uma certa curiosidade pelos bastidores deste mundo. Bowen conta um pouco do que foi a trajetória e sucesso do primeiro livro. Além de ser muito bom saber que, mesmo que de longe e muito subjetivamente, eu como leitora da obra fui uma das pessoas que contribuíram para que a realidade contata neste livro pudesse acontecer! Eu testemunhei e vivenciei o que é contado lá, então me senti parte da história.

Mais uma vez a leitura é fluída e fácil, pode-se ler em algumas horas. Não encontrei erros, o que pode dizer que eu passei muito rápido por eles, sinceramente não sei. Faz um conjunto bacana com o primeiro volume (eu de fato não entendo quando os livros sequenciais não tem as lombadas condizentes umas com as outras! ^^), páginas amareladas e novamente a patinha de Bob em todas as páginas dão um toque singelo à obra. A única coisa que me incomodou um pouco foi o ar de suspense que Bowen aplica no final de cada capítulo ou cena onde a sequência vai apresentar algo ruim ou tenso. Acho válido, mas fazer uso destas deixas com excesso cansa um pouco o leitor. Único motivo que me levou a pontuar com 4 e não 5. 

Recomendo a leitura. Embora sejam livros distintos, é importante ler Um Gato de Rua Chamado Bob antes, para se inteirar de todos os detalhes. Alguns podem fugir ao entendimento.

Esta resenha foi originalmente redigida para o site Entrando Numa Fria, da qual sou colaboradora. O livro foi gentilmente cedido pela Editora.