Olá leitores, como vão vocês?
Eu estou em uma fase estranha. Sabe quando você tem uma necessidade enorme de solução, decisão, sabe aquele momento crucial que tem de descer do muro, derrubar o muro, e definir uma posição? Pois é, este momento chega, inevitavelmente chega. E nem sempre a solução que encontramos - ou o lado do muro que nos compete - é aquilo que esperávamos... Pode ser que a gente esteve em cima do muro por semanas, meses, anos! só porque queria descer, mas queria descer do lado errado... E então, entre desistir de vez, e ficar ali, se equilibrando, até um certo momento a gente acha que o melhor é permanecer no equilíbrio.
Só que chega um momento em que o equilíbrio perde o senso. Perde o tom. E aí uma hora, numa manhã de sol a gente abre os olhos e se pergunta 'mas... porquê????'... Ficar se equilibrando dói. Ficar se equilibrando cansa. O corpo sente. A alma sente. O espírito fica exausto. Tem que descer e botar os pés firmes no chão! Só assim voltamos a ser nós mesmos. Só assim as lágrimas da instabilidade deixam de cair. Só assim.
Aí um dia a gente aprende que o fim não é o pior. Pior que o fim é o vegetativo. Pior que o fim é a instabilidade. Pior que o fim é a expectativa dos sonhos infundados. Pior que o fim, é apostar no que não existe mais.
Quando chega este dia, de perceber que o fim não é o pior, que o fim, na verdade é a solução para esta dor toda, a gente se sente mais leve! Os pés agradecem o chão firme, a alma descansa e podemos olhar em volta, e perceber que, lá em cima, no equilíbrio do muro e da corda bamba, nosso foco era somente numa linha tênue que nos segurava de pé, mas que a vida é muito, muito, muito mais do que isso!
Estou no chão. E não há melhor lugar no mundo!




