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Blogs Parceiros

Editora Parceira #7 - Editora Schoba


Olá leitores, tudo bem?

Hoje tenho a maior satisfação de contar a vocês que o Escrev'Arte tem parceria com mais uma Editora!!! \o/ Imaginam a felicidade desta blogueira???

Desta vez quem vem fazer parte da equipe é a Editora Schoba.

"A Editora Schoba foi instituída com o objetivo de desburocratizar a publicação de livros no Brasil. Como o autor é nosso foco principal, esperamos estabelecer uma parceria duradoura e transparente durante todo o processo de publicação do livro, zelando pela imagem e oferecendo umserviço que atenda cada necessidade do autor.

Por isso, temos em mente que só se vira a página – seja de um livro ou da vida – com publicação de alta qualidade".

Missão
Buscamos oferecer as melhores soluções em editoração e publicação, com qualidade e responsabilidade, sempre acompanhando e assessorando cada um de nossos autores.

Valores
Qualidade nos serviços prestados; Excelência no Atendimento; Inovação e Criatividade; Transparência, Agilidade, Respeito e comprometimento com seus autores e colaboradores e Adaptação às novas tecnologias relacionadas ao mercado editorial.


Visão
Ser referência na publicação de livros em todo o Brasil, descobrindo novos talentos pelo país.

Você encontra as publicações da Schoba:

Antes mesmo de formarmos parceria, a Editora Schoba já havia me enviado o livro A Garota que tinha Medo, resenhado (aqui). Agora, com a parceria firmada, muitos novos livros, notícias e novidades surgirão aqui no blog. A próxima resenha será As Três Leis de Newton, de Vitor Zenaide. Aguardem!!!

Gostaria de agradecer à Editora Schoba a confiança em meu trabalho. Espero que este seja o início de uma parceria de sucesso! Sejam bem vindos, a casa, é claro, é de vocês!!!

[Novidades Literárias] Participe do livro XEQUE-MATE - CONTOS POLICIAIS | Inscrições abertas!

Até 28 de fevereiro de 2014, a Andross Editora estará recebendo contos policiais para publicação no livro “Xeque-mate

A Andross Editora está recebendo contos de novos escritores para publicação no livro “Xeque-mate - Contos policiais ”, a ser lançado no segundo semestre de 2014 no evento Livros em Pauta.

Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site 
www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 28 de fevereiro de 2014.
Bruno Anselmi Matangrano

Estamos procurando histórias que instiguem o leitor.”, disse Bruno Anselmi Matangrano, o organizador do livro. “O conto precisa ter uma boa trama policial e respeitar a inteligência de quem o lê”, completa


 SINOPSE DO LIVRO: Muitos se voltam para o crime por fome, por necessidade e até mesmo pela esperança de uma vida melhor. Mas e quando o ego é o principal motivo? Criminosos se consideram artistas — ou jogadores —, e blefam, manipulam, exploram... Sua arma mais poderosa é o intelecto. Neste livro, verdades serão reveladas por mentes voltadas exclusivamente à prática do crime perfeito. E quando este se torna arte, deixa de ser somente um caso comum e se transforma no desafio mais intrigante de suas vidas.


SERVIÇO: 
Livro:Xeque-mate - Contos Policiais” 
Organização: Bruno Anselmi Matangrano
Envio do texto: até 28/02/2014 
Lançamento: Segundo semestre de 2014 (no evento Livros Em Pauta
Regulamento: no site www.andross.com.br 
Realização: Andross Editora

Créditos: Texto enviado na íntegra pela Editora para esta publicação.

Resenha | O Mundo pelos Olhos de Bob | James Bowen




Título: O Mundo pelos Olhos de Bob
Autor: James Bowen

Editora: Novo Conceito

Páginas: 220



Sinopse:
Depois de um passado difícil, James foi adotado pelo gato Bob. Agora os dois têm um emprego de verdade (são vendedores ambulantes de revistas) e se tornaram personalidades conhecidas em toda Londres. Bob tem muitos admiradores, que passam todos os dias para vê-lo – alguns deles trazem cachecóis de lã para ajudá-lo a enfrentar os dias mais gelados. Entre truques adoráveis e manhãs de puro mau humor, Bob e James se tornam cada vez mais inseparáveis. Por trás da divertida história de um homem às voltas com seu animal de estimação, o segundo livro de James Bowen fala sobre amizade e esperança. Bob se torna a chave que traz James de volta ao mundo, a motivação que faltava para sua decisiva volta por cima. Impossível terminar de ler O mundo pelos olhos de Bob sem querer abraçar seu pet – ou adotar um! Apaixone-se…



Resenha:
A continuação de Um Gato de Rua Chamado Bob (veja a resenha clicando aqui), é um livro mais profundo. Agora mostra um Bowen mais confiante em sua narrativa – embora sua estreia tenha sido já extraordinária. Não vem mais apresentando e contando as peripécias do gato Bob como tema central. Este é mais intenso. No primeiro livro Bowen faz questão de que conheçamos Bob e o tenhamos como seu salvador. É isso que ele quer passar e sinceramente entendo que foi isso mesm0 que sua narrativa expressou. Quem leu se apaixonou por Bob. Quem leu aprendeu a grandiosidade de sentimentos que pode haver entre o dono e seu querido pet.

Nesta continuação Bowen conta algumas das aventuras de Bob, novamente nos apaixonamos por sua graça e sagacidade, mas conhecemos um pouco mais do homem Bowen por trás do gato Bob. Em O Mundo pelos Olhos de Bob encontramos uma biografia comovente, profunda, dolorida e vitoriosa. Não tira risos como o primeiro, mas é bem passível de causar lágrimas nos mais desavisados quando percebemos a realidade humana em suas páginas. O bacana, para mim, é que traz tudo aquilo que poderia parecer fantasioso no primeiro volume, mais uma estória do que história, para a mais pura realidade em sua continuação. Os problemas apresentados por Bowen, vividos por ele, são reais e intensos. Sofri com ele e suas dores. Mostra alguns fatos que me fez questionar porque as pessoas são tão cruéis. Mostra outros fatos que me fizeram entender o que é o mais profundo e despretensioso amor.

“Pela manhã, por exemplo, em vez de me saudar com seu repertório habitual de sons, patadinhas e olhares de súplica, ele começou a olhar para mim com uma expressão curiosa e ligeiramente compadecida. Era como se dissesse: “Está se sentindo melhor hoje?”" (p. 75)

Bowen vai contando os acontecimentos marcantes de sua vida e na de Bob de uma forma que parece que estamos sentados num Café batendo papo informal. Sabe quando começamos a contar coisas que nos aconteceram no passado a alguém que acabamos de conhecer mas que nos identificamos? É como me parece a leitura deste livro. Parece que ele vai se lembrando de um fato atrás do outro e resolve nos contar do seu jeito, com seu linguajar e sua memória do fato. Tem momentos até que ele está contando uma coisa, e se lembra de outra e junta as duas memórias e nos conta tudo. É gostoso de se ler. Terminei o livro me sentindo amiga de Bowen, a ponto de poder me encontrar com ele na rua e acenar.

Este livro também pode ser considerado uma leitura obrigatória para todo aquele que vivencia e ama o universo literário de fato. Que, assim como eu, tem uma certa curiosidade pelos bastidores deste mundo. Bowen conta um pouco do que foi a trajetória e sucesso do primeiro livro. Além de ser muito bom saber que, mesmo que de longe e muito subjetivamente, eu como leitora da obra fui uma das pessoas que contribuíram para que a realidade contata neste livro pudesse acontecer! Eu testemunhei e vivenciei o que é contado lá, então me senti parte da história.

Mais uma vez a leitura é fluída e fácil, pode-se ler em algumas horas. Não encontrei erros, o que pode dizer que eu passei muito rápido por eles, sinceramente não sei. Faz um conjunto bacana com o primeiro volume (eu de fato não entendo quando os livros sequenciais não tem as lombadas condizentes umas com as outras! ^^), páginas amareladas e novamente a patinha de Bob em todas as páginas dão um toque singelo à obra. A única coisa que me incomodou um pouco foi o ar de suspense que Bowen aplica no final de cada capítulo ou cena onde a sequência vai apresentar algo ruim ou tenso. Acho válido, mas fazer uso destas deixas com excesso cansa um pouco o leitor. Único motivo que me levou a pontuar com 4 e não 5. 

Recomendo a leitura. Embora sejam livros distintos, é importante ler Um Gato de Rua Chamado Bob antes, para se inteirar de todos os detalhes. Alguns podem fugir ao entendimento.

Esta resenha foi originalmente redigida para o site Entrando Numa Fria, da qual sou colaboradora. O livro foi gentilmente cedido pela Editora.

[Coluna] Pelo Avesso

AMOR ESTÁ PARA ROMA,
ASSIM COMO FALTA DELE ESTÁ PARA VAZIO

Não acredito no amor. Amor é uma atração disfarçada. Mas o amor existe. Disso eu tenho certeza. Mesmo que ele seja apenas afeto que se adquire com o tempo. Se não fosse amor não deixaria aquela saudade depois de 7 meses de namoro. Pareço um sem coração. Não quero destruir suas ilusões. Mas o amor não existe. Se ele existisse a dor que ele me causa já teria me matado. Já tentei Doril, Rivotril... Nada. Não há remédio que cure. Pensando bem a culpa não é do amor. É do meu romantismo. Ele só me serviu pra parecer mais idiota. Ninguém quer saber de romantismo. Mas um dia ele vai prestar. Haverá alguém que goste. Alguém que aceite embarcar com você numa aventura desconhecia. Isso é o amor. É, o amor existe. O que nos falta é coragem e maturidade. Mesmo sabendo que não passa de um resfriado, você se entrega, se ilude e no fim, é só saudade. Talvez você não queira se arriscar. O medo pode ser mais forte. Mas você só tem a ganhar. Se der errado, você terá mais de 6 bilhões de pessoas pra recomeçar. Mas aí não é amor. Se fosse amor, haveria persistência. No duro, o erro do amor, é o apego. O conforto. A esperança que ele traz. Se der errado você recomeça com outra pessoa. Não é amor mesmo. Você poderia até ser mais feliz. Mas não depende só de você. Se formos analisar, é melhor que essa coisa de amor não exista mesmo. Meus estudos, minha vida, tudo seria bagunçado demais.

Estou feliz assim. Mas esse é o maior problema do ser humano. Querer sempre mais. Você sempre acha que o que não é rotina pode te fazer mais feliz. Que o que nunca foi experimentado possa te trazer novas sensações. Você cria expectativas e pra completar se elas não forem supridas entra pela porta da frente um ser que está sempre presente nas galáxias da vida, a decepção. Você nunca vai estar preparado para uma decepção.

Que confusão. Já nem sei do que estávamos falando. Tudo que sei é que temos um problema. Quem não tem problemas? O nosso problema é iniciativa e coragem pra resolver o problema. O problema é que sabemos a solução do problema, mas não aplicamos. Talvez seja medo. Talvez medo seja a solução. Talvez não exista um problema. Mas tenho certeza que o amor não existe. Se ele existe mesmo, por que é que ainda não apareceu pra mim? Acredito mais em papai Noel que no amor. Eles estão sempre nos shoppings em dezembro. Já o amor... Será mesmo que eu não percebi? Não, eu não vi o amor. O que existe são coincidências. O amor precisa da sorte. De um trato certo com o tempo. Pra que o momento do encontro seja pra dois o exato momento. Preciso de um trevo de quatro folhas. De fato, a sorte não sorri pra mim. Momentos não faltaram. Momentos em que eu tinha certeza que o amor estava ali. Mas não, ele não estava. Pra ser amor tem que ser completo. Tem que vir de duas partes. De dois meios. Pra cobrir o vazio do outro. É. O amor existe. Mas tem medo de amar.

Redigido por:

Voltando à ativa!!!!

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Puxa, tenho andado sumida, não? Explico-me.

Eu tencionava usar o período de férias para postar diariamente no blog, colocar minhas leituras em dia, ler uns 3 livros por semana, visitar os blogs parceiros, firmar novas parcerias e por aí vai.

Mas a realidade foi bem diferente do que eu pensava! haha. Mas tudo por um bom motivo. Eu recebi visitas lindas de parentes que moram fora do país, fiz 3 viagens (pequenas, mas muito gostosas), reorganizei e mudei algumas coisas em casa (agora tenho mesa e cadeira direito para postagens, chega de sentar de qualquer jeito no sofá ou cama para usar o notebook \o/), fiquei horas jogando vídeo game com o filho (acabei descobrindo uma nova paixão!!!! Haja tempo para todos os meus hobbies) e me desliguei do trabalho. Fui tudo muito gostoso. Houveram contratempos, coisas que não foram como eu gostaria, conversas tristes... Mas não dá para achar que tudo são flores, não é?

Mas o fato é que tudo isso me fez ficar longe do Blog. Passei por aqui algumas vezes, fiz postagens, mas sempre foram em momentos raros e curtos. Estive sempre meio longe do computador e da internet e mais perto das pessoas. Acho que valeu a pena.

Mas agora, ANO NOVO!!!! Comecei o ano com mudanças e novidades. Coisas boas e coisas não tão boas. Mas muito feliz com a vida que Deus me permite ter. :) Minha lista de "propósitos para 2014" ainda nem está pronta, mas nela já tem coisas das quais não abro mão! Espero que daqui a 12 meses eu possa dizer que foi um ano que valeu a pena.

Falando do blog, a partir de hoje volto com as postagens diárias ou no máximo a cada dois dias. As promoções também voltam em breve (tem uma ativa! Se não participou, aproveite que ainda dá tempo!) assim como as parcerias. Tem muito livro novo, tem parceria já firmada e não postada, tem muitas perspectivas novas, tem muita ideia e muitos projetos! 

Então, continuem visitando e participando do Escrev'Arte neste novo ano! Sejam sempre bem vindos e Viva a Vida!!! \o/

Resenha | O Contrário de Roma | Fernando Moura



Título: O Contrário de Roma

Autor: Fernando Mendes

Editora: Litteris - Selo Quártica Premium

Páginas: 141

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Sinopse


Em uma pequena cidade, a população se divide em grupos que disputam pela honra de ter mais honra, vivendo entre as críticas feitas por todos sobre os outros, em uma contínua disputa pelo direito de se dizer mais direito. Nesta pequena comunidade, um jovem rapaz se apaixona perdidamente pela imagem de uma garota a qual nunca vira antes, e que perde de vista. Ao longo de alguns capítulos curtos e quebrados, o rapaz terá de descobrir quem é esta garota por quem se apaixonou, como conquistá-la, e como poderia viver com os preconceitos de sua comunidade.

Resenha

O Contrário de Roma é um livro leve e gostoso. Dá para ler de uma só vez! E tem um lance muito interessante: pareceu, para mim, mais um diário ou um caderno de memórias do que um livro propriamente dito. Por conta do "estilo conversante" que o autor adota. Ele não narra simplesmente - o livro é em primeira pessoa - ele conversa com o leitor. A ponto de escrever algo e usar um capítulo na sequencia comentando, se justificando e até se desculpando por algo que escreveu. Achei muito bacana, dá uma sensação de que o livro é uma carta de um amigo...

No início o livro conta a história de Romaria, uma cidadezinha que faz divisa com 3 estados e este fato gera um sem número de situações e de problemas. Durante várias páginas eu pensei que o tema central do livro era a própria cidade de Romaria e seus habitantes, até porque o título faz lembrar um pouco o nome da cidade... até esqueci que era um livro sobre o amor - o verdadeiro sentido do título, muito criativo, por sinal.

Quando o narrador (que não sei o nome) conhece sua Vela (apelido dado à moça mais linda da cidade, única referência nominal que temos dela) aí sim as questões do coração surgem. Quando ele a vê, passa por um estado de êxtase tão grande que me fez rir. Acho que aquela história toda de "amor à primeira vista", se acontece, deve ser de fato dessa forma. Uma coisa que te tira do chão assim, sem mais nem menos e de forma irreparável.

A estória de amor em si é bem banal, simples, quotidiana. Sem muitas salvas para o enredo, mas, como eu disse acima, palmas para o autor que conseguiu escrever o comum de uma forma nova. Somente o final que achei meio brusco... virei a página e fiquei com a sensação de que arrancaram algumas folhas! Mas não, tinha acabado mesmo... tive a sensação de que acabou o livro, mas não o assunto.

A capa da edição que eu li lembra a cidade de Romaria, diferente da outra capa que é a vela... Ambas são simples mas dão o tom do enredo. A diagramação é comum, em folhas brancas e encontrei alguns erros de grafia (alguns são propositais, com comentários do autor em seguida, mas além destes encontrei alguns outros que não deviam estar ali de fato).

Este livro chegou em minhas mãos através do book tour promovido pelo autor com a ajuda de alguns blogs literários. Recomendo para quem gosta de uma leitura leve e despretensiosa. Ah, e que gosta de dar alguns sorrisos ao longo da leitura, claro. 

Resenha | A Corte do Ar | Stephen Hunt


Título: A Corte do Ar

Autor: Stephen Hunt

Editora: Saída de Emergência

Páginas: 544

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Sinopse
Nesse aventura repleta de drama e ação, Molly carrega em seu sangue um segredo que a torna alvo de inimigos do Estado. Já Oliver é acusado de assassinato e precisa fugir para salvar sua vida. Logo, os dois se juntam para lutar contra um antigo poder que parecia derrotado havia milênios.

Resenha
Complexo!

Vale a pena ler nem que seja somente pela oportunidade de conhecer uma narrativa diferente, embora este não seja seu único trunfo. A narrativa é tensa, completa de detalhes e situações. Tem de ler devagar, acho que é um dos livros que mais tempo levei para ler nos últimos tempos, mas valeu a pena. É muito interessante isso. Eu li devagar não porque a leitura não me interessava ou por ser monótona. Muito longe disso. O autor consegue inserir uma grandiosidade de novidades e vertentes em cada página que simplesmente não dá para ler depressa. Foi uma novidade para mim, que sou a ansiedade em pessoa e quero saber o que acontece na página seguinte antes mesmo de ler a atual!

Outra coisa diferente neste livro foi o fato de envolver no enredo steampunk muitas características de luta pelo poder e política. Eu conheci o gênero lendo Alma? e Metamorfose?. Ambos são mais centrados na fantasia, consequentemente eu associei o steampunk mais à fantasia do que à realidade… mas o fato é que o gênero não se prende a um só caminho. Stephen Hunt mistura magistralmente magia, ficção, guerras, intrigas, lutas, artimanhas, cenários fantásticos, máquinas a vapor, seres incríveis, muita política e muita realidade.

Os personagens centrais, Molly e Oliver, são bem apresentados e me pareceram personagens fortes desde o início. A saga de ambos é apresentada de forma alternada inicialmente. Como é narrado em terceira pessoa podemos vivenciar e perceber o ambiente e as situações em que cada um está antes que seus destinos se cruzem. Daí em diante a estória pega fogo!

Tudo acontece num emaranhado de cidades, governos diferentes e impositores, situações políticas bem demarcadas… autoritarismo, comunismo, monarquia, república. Junto a isso, poderes, magia, oráculos, diversidade incrível de raças, homens, animais e máquinas nem sempre muito definidos, na verdade eles se misturam com muita facilidade. Segredos vão sendo apresentados e vão ditando a sequência da estória, de uma forma que dá pra impressionar o leitor. Hunt tem uma mente bastante complexa! ^^
Não sei se mais alguém teve a mesma impressão que eu, mas a capa me lembrava um submarino. Fiquei com este pensamento mesmo que o nome me mostrasse exatamente o contrário não é? Haha. A Corte do Ar é, literalmente uma Corte, politicamente falando, e sim, fica no ar. Tive de fechar o livro e olhar demoradamente de novo para a capa para tirar a primeira impressão e me sintonizar na corte corretamente!

Por falar em capa, o que é isso Saída de Emergência??? Diagramação, capa, detalhes, folhas, tamanho da letra… tudo simplesmente impecável! Digno de louvor! Se a sequência toda estiver dentro deste mesmo padrão, posso dizer que toda estante que se preze TEM que ter todos eles lá na altura dos olhos, na melhor prateleira! Gostei demais e duvido que alguém possa me contestar.

Tenho a impressão de que os próximos volumes devem ser mais ágeis do que este. Realmente o ambiente é muito complexo e muitas descrições são necessárias para inserir o contexto todo. Estou nesta expectativa do próximo. Vou marcar na minha agenda de reler este volume nas semanas que antecedem o lançamento do segundo volume (prometido para 2014)para novamente me inserir em Chacália. Que Stephen Hunt continue nos surpreendendo e prendendo com seu novo universo! Quer ler algo novo? Leia A Corte do Ar!

Dica: Ao ler, comece pelo final. Não!!! Não pelo final da estória, mas pelo final do livro. Página 538, Glossário de Chacália. Vai ajudar bastante no entendimento de tudo! E leia também o texto de Stephen Hunt sobre o livro, publicado na Revista Bang, da Editora Saída de Emergência (clique aqui).

Esta resenha foi originalmente redigida para o site Papiro Digital, da qual sou colaboradora. Recebi A Corte do Ar de cortesia da editora SdeE para esta resenha.